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Rômulo Moreira: “O repertório tático do Flamengo”

FOTO: ALEXANDRE VIDAL/FLAMENGO

O técnico português Jorge Jesus chegou ao Flamengo definidamente no final de junho. O elenco rubro-negro se reapresentou na manhã de uma quinta-feira, após recesso dos jogadores devido a Copa América. Logo nos primeiros treinos, algumas peculiaridades como, por exemplo, um drone acompanha a movimentação dos atletas, a forma como o campo estava marcado de maneira distinta e o “carrinho tático”, um carrinho de golfe adaptado, cuja novidade era um grande quadro com o desenho do campo. Considerando o contexto complexo – calendário, gramados, parte política, por exemplo – muitas vezes o futebol brasileiro é precário em relação ao europeu. Portanto, a adaptação foi surpreendente. Assim como a identificação com o grupo e, principalmente, a torcida. Há três fatores que justificam o sucesso do comandante rubro-negro: a nova dinâmica de movimentação, o farto conjunto de talento individual e a versatilidade tática.


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Nesta coluna, o tema será somente o âmbito tático do jogo. O jogo contra o Cruzeiro é um bom caso para mostrar o repertório. Essa partida marcou a sétima vitória seguida do rubro-negro. O mister começou a partida num 4-2-3-1 com a varação para o esquema habitual 4-1-3-2. Gérson e Arão jogaram na linha de volantes, Arrascaeta por dentro tinha a função de meia de criação, na direita Bruno Henrique e na esquerda Vitinho. Gabigol era o jogador enfiado entre os zagueiros. A pressão do líder era enorme, já que os cariocas marcavam pressão com linhas altas e, logo no início, Gabigol abriu o placar. A dinâmica de movimentação dos laterais já está bem alinhada. À direita, quando Rafinha avançava, Bruno Henrique caia por dentro para abrir espaço. À esquerda, por sua vez, Filipe Luís tem a característica de jogar mais por dentro e, portanto, Vitinho ficava articulando o jogo pela ponta.

A partir do meio do primeiro tempo, o Cruzeiro avançou a marcação. Considerando esse contexto, o português inverteu a posição dos jogadores. Vitinho foi à direita e Bruno Henrique à esquerda. Em alguns momentos, Gabigol abriu pela direita, Arrascaeta estava pelo meio, Bruno Henrique enfiado e Vitinho atuou como o falso nove. Também chamou a atenção o volante William Arão voltar na minha de defensores, entre os zagueiros e fazer a saída de bola. Nesse sentido, o Flamengo variava para um 3-4-3.

O segundo tempo marcou o excelente desempenho do lateral esquerdo Filipe Luís. A maioria das jogadas passavam pelos pés do atleta titular da seleção brasileira na Copa América. Portanto, como ele caí por dentro, vindo da posição de defesa com a habilidade de meia, ele é um grande perigo para as desconstruir as linhas defensivas adversárias.

No final do jogo, o treinador tirou o Arrascaeta e colocou o zagueiro Rhodolfo. Em relação à tática, o português formou uma primeira linha de 5 defensores. Jogando em função da bola, o meio-campo atuava no losango. Nós minutos finais, o líder se mostrou competente e não deu chances ao rival. Do ponto de vista tático, vai ser difícil bater o Flamengo. Cada vez mais, o time é móvel em campo, cobre espaços e, alinhado aos outros fatores, exibe sua superioridade.

14 Comentários

  • Vamos revisar o texto antes de publicar, muitas palavras erradas e repetidas, “forante” os erros de português. Mas não deixa de der uma bela análise sobre o futebol do MENGÃO…

  • Com exceção dos erros ortográficos do Português, a sua visão tática do jogo foi perfeita. Além do talento absurdo que a equipe do Flamengo possui, o que vem fazendo a diferença nessa fase marcante do time é exatamente essa. J.J é um exímio estrategista, ele consegue variar uma partida de futebol várias vezes durante o mesmo jogo, somente um técnico conhecedor profundo de seu ofício consegue fazê-lo de forma competente. Lembra do Abelão. Quando o entregador de coletes estava no comando técnico do Flamengo o que se via em campo era um amontoado de jogadores habilidosos e qualificadíssimos espalhados em campo sem função tática alguma. Variação de esquema nem pensar. O clube perdeu muito tempo nas mãos do senhor Abel Braga. Foram 6 meses jogados no lixo. É bem provável se o J.J tivesse desde o início do ano teríamos enormes chances de ter levado a Copa Brasil que ficou com o Sintético PR. De qualquer modo será difícil o Flamengo ser derrotado dentro de campo de forma honesta. A questão são os interesses obscuros da mandatária do falido futebol brasileiro. Se a CBF não interferir o Flamengo vence o Campeonato Brasileiro.

    Saudações rubro negras!

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  • Essas variações são interessantes, porque confundem o adversário. Quando ele pensa que quem vem é Arrascaeta, quem surge é ER7. Quando se pensa que ER7 está na direita, quem surge por lá é BH27. Quando se acha que BH27 vai ficar na direita, ele foge pra esquerda e surge Arão no lugar dele. Quando Gabigol “recua”, o zagueiro vai atrás e abre-se uma avenida por onde entram Arrascaeta, ER7, Gérson, Filipe Luís, etc….etc….etc… Tudo isso é fruto de treinamento e inteligência, tanto da parte do treinador quanto dos jogadores. Por isso se vê, em todos os jogos, os rostos desesperados dos adversários, sem saber a quem marcar e procurando os jogadores do Flamengo em campo. O “padrão de jogo” do Flamwngo é exatamente esse: não tem um padrão definido, podendo jogar com vários deles ao longo de um mesmo jogo. E isso é terrível para os adversários. Começo a me convencer de que, se não houver a interferência nefasta da CBF nos resultados dos jogos, e se não inventarem mais nada para desfalcar o Flamengo, dessa vez levamos o Brasileiro. Libertadores é mais complicado, pois um dia ruim põe tudo a perder e não há chance de recuperar. Pra piorar, a Conmebol tem o.mesmo DNA estragado da CBF, pois gosta de favorecer os times argentinos. E ainda tem o Grêmio pela frente, um exímio copeiro. Em condições normais e naturais, o Brasileirão vem pra gente. A não ser que os “Malaquias” da CBF comecem a se movimentar por aí.

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  • “Também chamou a atenção o volante William Arão voltar na minha de defensores, entre os zagueiros e fazer a saída de bola. Nesse sentido, o Flamengo variava para um 3-4-3.” O primeiro volante sempre faz isso no Flamengo, a chamada “saída de 3” (quando o primeiro volante recua pro meio dos dois zagueiros para auxiliar na saída de bola). Isso acontece sempre que o time tem a bola, em todos os jogos.

  • Mas o time do Flamengo mostrou uma fraqueza no jogo contra o Inter, perderam a concentração e ficaram afobados.

    Não pode!

    O Grêmio é time ‘copeiro’ e o Flamengo vai ter que jogar com mais inteligência pra vencer lá fora e garantir a classificação pra final da Libertadores em casa!

    O Maracanã é nossa casa! Vamo Flamengo!!!

    SRN

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