O Flamengo está prestes a oficializar a transferência da joia das categorias de base, Reinier, para o Real Madrid. O clube espanhol apresentou uma oferta de 136 milhões de reais aos dirigentes Rubro-Negros pelo meia-atacante. A efetivação da tratativa entre o Mais Querido e o Merengue demonstra a força da base Rubro-Negra no radar dos gigantes europeus, tendo em vista que nomes como Vinicius Junior e Lucas Paquetá se transferiram recentemente para o velho continente.
Após um processo de reformulação das categorias de base, encabeçado por Carlos Noval, o Flamengo voltou a ter grandes destaques entre os Garotos do Ninho. Em 2017, Vinicius Júnior foi vendido para o Real Madrid por 164 milhões de reais. Em 2018, foi a vez de Paquetá, que acertou sua transferência para o Milan por 151 milhões de euros. Agora, no início de 2019, Reinier é o terceiro a quebrar a barreira dos R$ 100 milhões, uma vez que sairá por cerca de 136 milhões de reais.
Aos 17 anos, Reinier foi integrado ao profissional do Flamengo em julho de 2019. Pelo time Rubro-Negro, o meia-atacante disputou 19 jogos e balançou as redes adversárias seis vezes. Além disso, o atleta também fez parte da conquista dos títulos da Taça Libertadores da América e do hepta campeonato do Brasileirão.
Em novembro, os dirigentes do Mais Querido chegaram a acordo para renovação do contrato de Reinier, com nova duração até outubro de 2024. No entanto, com o novo vínculo, a multa rescisória caiu pela metade, o que acabou facilitando para que clubes europeus pudessem concretizar o desejo de ter a mais nova joia do futebol brasileiro.

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Nada a comemorar! A quantidade de jogadores medíocres, medianos, vendidos por mais de R$ 100 milhões no mercado europeu é enorme. Dos três, dois são jogadores juvenis, ainda em processo de formação, que somente estarão em plena forma depois dos 21 anos. Tanto Reinier quanto Vinícius Júnior sequer tiveram suas estruturas ósseas plenamente constituídas, e, com toda certeza, serão mais altos e muito mais fortes fisicamente do que o são hoje. Ambos amadurecerão como homens, deixando de ser os meninos deslumbrados, que teriam necessariamente que ser com a idade que têm, para serem adultos, mais seguros e confiantes. Paquetá, por sua vez, se fosse jogar em um dos três grandes da Espanha no Blues, no PSG ou no Flamengo, por exemplo, renderia muito mais do que no Milan, um time de futebol que não é nem a sombra do Milan de tempos atrás, o que prejudica visivelmente o desempenho desse craque de bola. Pensar que os três poderiam (e deveriam) estar brilhando no Flamengo, fazendo a alegria de nossa nação e não a dos gringos, é lamentável. Foram vendidos a preço de bananas, uma mania nacional desses tempos desanimadores.
Concordo plenamente com tua argumentação, Darcy.
A coisa tem funcionado assim nos últimos anos: as jovens revelações são vendidas por um preço considerado “fantástico” por clubes, empresários, jogadores e seus familiares, sem terem atingido sua plenitude física e técnica, além da maturidade psicológica.
Tal fase acontece lá fora e, ainda assim, não raro ficam esquentando banco, sem oportunidade de jogar. Duvido muito que esses meninos, mesmo com os altos salários oferecidos na Europa e Inglaterra , sejam felizes nessa última situação, a molecada quer é jogar e não assistir o jogo de perto…
Alguns retornam ainda jovens e em condições de jogo, porém frustrados, e outros voltam próximos do término da carreira, uma vez que raramente os contratos oferecidos àqueles que ultrapassaram 32, 33 anos, são atrativos, em termos de valores e prazos.
Podemos citar exemplos dentro do atual time do Flamengo: na primeira situação, vemos o Gabigol, enrolando até agora para ver se chega uma proposta europeia, visando buscar uma afirmação que não aconteceu na primeira oportunidade em que esteve por lá. Na segunda, temos o caso do Filipe Luís, que esperou até a última hora para assinar com o Flamengo, na esperança de conseguir uma proposta de algum clube europeu, proposta essa que não veio por causa de sua idade. E olha que o cara ainda joga muito!
O Flamengo, ao invés de comemorar essas vendas consideradas fantásticas, porque quebraram a barreira dos 100 milhões, deveria vender melhor sua marca para que possa manter seus craques.
Periga tornar-se um novo São Paulo, que até pouco tempo atrás tinha que vender jogadores para equilibrar suas finanças.
Análise perfeita, O. Ferreira
151 milhões de euros pelo Paquetá??