Ex-dirigente do Fla abre o jogo sobre premiações de 2019: “Funcionário que deveria receber R$ 70 mil, recebeu só R$ 13 mil”

FOTO: DIVULGAÇÃO

Multicampeão no Flamengo, Paulo Pelaipe resolveu abrir o jogo sobre a polêmica envolvendo as premiações do elenco, comissão técnica e funcionários após títulos de 2019. Em entrevista ao canal do jornalista Venê Casagrande, no YouTube, ex-gerente de futebol explicou a estratégia utilizada pela diretoria paga os pagamentos e garantiu que teve profissional que não recebeu a cota cheia.

O Flamengo ofereceu a premiação aos atletas, não foi um pedido dos jogadores. Houve uma reunião em Oruro, antes do jogo contra o San José, e ali o Flamengo sentou com cinco atletas e disse qual premiação seria para a Libertadores. Seria R$ 33 milhões para ser campeão da América e R$ 28 milhões para o Brasileiro, seria R$ 350 mil por vitória, com a seguinte proporção: 70% para os atletas e 30% para os funcionários da comissão técnica. Cada um tinha um percentual.

A premiação veio alta, e um funcionário que ganhava R$ 8 mil teria R$ 45 mil para receber. Quando chegou no RH, disseram que estava errado. Isso foi levado para instâncias superiores, e o pessoal achou que não devia pagar. Acabaram diminuindo, mas somente para alguns. Eu disse que estava errado, que isso não se faz. Eu, por exemplo, recebi minha cota cheia. Os seguranças, os massagistas, os fisiologistas não tiveram a cota cheia a qual tinham direito. E eu disse que tinha sido uma injustiça -, completou.

Pelaipe ainda deu mais detalhes sobre os pagamentos, que inicialmente seriam efetuados um dia antes da final do Mundial de Clubes, contra o Liverpool. A data acabou sendo alterada, e a premiação foi paga posteriormente, com valores abaixo do acordado, segundo o ex-dirigente.

Marcaram para pagar a premiação no dia 20, um dia antes da final do Mundial. Isso foi outro erro, tinha que ser pago depois da decisão. Aí apareceu um gênio que queria pagar só o Jorge Jesus, sua comissão técnica e os jogadores. Os funcionários receberiam depois. Os jogadores descobriram e não aceitaram, aí não pagaram ninguém. Só pagaram no dia 23, mas tudo cortado. […] Teve funcionário da comunicação do Flamengo, o Vinicius Castro, que deveria receber mais de 70 mil e recebeu apenas 13 mil. Tenho mensagem dele no meu celular -, explicou.


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Paulo Pelaipe acabou desligado inesperadamente da gerência de futebol no início do ano, através de um e-mail enviado pelo RH, logo depois de encaminhar a renovação com o clube. Desde então, o Rubro-Negro não anunciou outro nome para ocupar o cargo deixado pelo profissional, que era tido como o “braço direito” do vice de futebol Marcos Braz.

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