Em meio a polêmica, Ministério Público recomenda veto a lei que modifica nome do Maracanã

FOTO: ALEXANDRE VIDAL / FLAMENGO

Afim de ”evitar a violação do patrimônio imaterial dos torcedores-consumidores”, o Ministério Público do Rio de Janeiro enviou uma recomendação ao governador em exercício do Estado, Cláudio Castro, para não alterar o nome do Estádio Mário Filho, o Maracanã, para Edson Arantes do Nascimento – Rei Pelé.

“(…) Como é o caso, no Rio de Janeiro, do lendário Estádio ‘Jornalista Mário Filho’, que integra a identidade cultural carioca (decreto municipal nº 35.877/2012). Aponta, ainda, que a identidade cultural integra o patrimônio cultural imaterial que, entre outros aspectos, revela as heranças e as marcas características de uma coletividade, que não podem ser tocadas, sendo, portanto, intangíveis”, descreve um trecho da recomendação enviada pelo MPRJ, presidida por Luciano Mattos.

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A próxima etapa do processo legislativo é a sanção ou veto por parte de Cláudio Castro, governador em exercício do Rio de Janeiro. A informação inicial foi divulgada pelo portal ‘O Globo’ nesta quinta-feira (18).

Na semana passada, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Associação de Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro (Acerj) enviaram cartas ao governador interino solicitando que a proposta não seja sancionada. Alguns historiadores, como Kátia Bogéa, ex-presidente do Iphan, também de posicionaram contra o movimento – alegando que o Maracanã é um patrimônio nacional.

O jornalista Edimilson Ávila também se posicionou sobre o tema durante o ‘RJTV’ edição desta quinta-feira (18): “Sempre deixo para o último dia. Ainda não recebi o parecer, mas tenho assuntos mais importantes para tratar neste momento, como a pandemia, por exemplo”, disse.

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