Especialista vê fragilidades em pedido do Flamengo para paralisar o Brasileirão

FOTO: REPRODUÇÃO/SPORTV

Na madrugada desta sexta-feira (11), a torcida do Flamengo recebeu uma notícia bombástica. Isso porque, após não obter apoio da CBF para paralisar o Brasileirão, o Mais Querido acionou o STJD, a fim de que não fique prejudicado pelos desfalques. Pensando nisso, o programa ‘Seleção Sportv’ convidou o advogado Eduardo Carlezzo, especialista em direito esportivo, para analisar o caso do Rubro-Negro.

Vale destacar que, para o advogado, o Mengo tem alguns pontos importantes a serem analisados. Eduardo entende que o pedido do Flamengo é legítimo e os desfalques do clube, cinco no total, podem desequilibrar o Campeonato Brasileiro. Além disso, ele comentou sobre a falta de legitimidade da Copa América, que voltou seus olhares para o Brasil de última hora, em ação que o especialista classificou como ‘caça-níquel’.

Temos uma legitimidade esportiva do Flamengo, coisa que também teriam Palmeiras e Atlético-MG. Entendo que poderiam levar para frente um pedido dessa natureza. Há um desequilíbrio da competição. Outra questão é a falta de legitimidade da Copa América. Nós temos uma em 2015, 2016, 2019 e 2021. Temos uma Copa América totalmente “caça-níquel”. Quando há a convocação de um atleta, quem continua pagando os salários são os clubes. Deveria, sim, haver a paralisação do campeonato nacional, sobretudo a Série A, durante a Copa América – disse o especialista.


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Apesar disso, Eduardo apontou que algumas nuances podem atrapalhar e até fragilizar o caso do Flamengo no STJD. Isso porque, no momento, nenhuma outra equipe envolvida na questão dos desfalques apresentou apoio ao Mais Querido. Além disso, a falta de datas pode prejudicar o andamento do Brasileirão, visto que todo o restante dos participantes aprovou o calendário apresentado pela CBF.

Temos datas suficientes? Nós sabemos que não há. Um pedido desse faria que o campeonato continuasse em janeiro, encavalando mais um ano. Há um desequilíbrio técnico? Sim, mas a partir do momento em que os clubes concordaram em continuar jogando na pandemia, coisa que também trouxe desequilíbrio técnico… Há uma série de nuances que fragilizam o pedido – disse, antes de completar:

Não há no regulamento dizendo que um pedido coletivo seria mais forte do que um individual. Mas sobre o ponto de vista político, se houvesse um entendimento de todos os clubes que cederam jogadores, certamente haveria um fortalecimento deste pedido – completou.

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  • Justificativa tosca. Ah hj a pandemia já trouxe desequilíbrio. Porra? Pelo menos todo mundo tinha seus jogadores. Não eh o q acontece.