Dirigente do Flamengo rebate crítica e acusa ex-presidente de usar o clube politicamente

Grupo ‘SóFLA’ havia condenado visita de parlamentares ao vestiário do Fla


Após a declaração do grupo de associados ‘SóFLA’, criticando a visita de políticos ao vestiário do Flamengo depois do jogo contra o Cuiabá, o diretor de relações externas, Cacau Cotta, saiu em defesa dos mandatários do clube afirmando que “no vestiário não entra ninguém”. O dirigente também acusou o ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello de usar politicamente o Mais Querido.

“Quando o Bandeira era presidente do CRF usou politicamente o Flamengo e o Sofla não criticou, ainda fez campanha para ele. São dois pesos e duas medidas de uma oposição destrutiva. Mas é bom que se diga que não é no vestiário mas na sala de aquecimento sem ninguém”, publicou o dirigente no Twitter.

Cacau Cotta afirmou que a visita foi feita na sala de aquecimento sem ninguém presente e não no vestiário, onde, segundo ele, ninguém teria autorização para entrar. Além disso, para rebater as críticas, o dirigente acusou o ex-presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, de usar o Flamengo politicamente, e alegou que não houve a mesma condenação por parte da ‘SóFLA’: “No vestiário não entra NINGUÉM”, completou Cacau Cotta.

A visitação foi organizada pelo vice-presidente de futebol, Marcos Braz, que levou ao vestiário do Flamengo os parlamentares Raphael Thompson (secretário do Governo do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar (Deputado Estadual), Júlio Bernardes (Subsecretário de Estado do Governo), e Rodrigo Castro (Assessor da Governadoria do Estado do RJ). Todos foram convidados com intuito de conhecer os jogadores após o encerramento da partida contra o Cuiabá.


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A ação foi criticada pelo grupo de associados do Flamengo, o ‘SóFLA’, nas redes sociais. Os sócios se mostraram preocupados com o atual momento do Flamengo referente à visita dos políticos à uma área que, segundo eles, deveria ser restrita apenas aos profissionais do clube. Além disso, eles ainda ressaltaram que o relacionamento com autoridades deveria se limitar apenas a camarotes, e nunca em contato direto com jogadores em seu local de trabalho.

Os associados, por fim, disseram que o “uso político do clube para fins pessoais e não institucionais” não se enquadra em um modelo profissional de gestão. Além da visitação ao vestiário, políticos já haviam realizado uma confraternização no CT do Ninho do Urubu, em 2021, com direito à churrasco e ‘pelada’ entre os parlamentares.

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