Ministério Público do DF cobra posicionamento do Banco BRB por declarações de esposa do presidente do Flamengo

Questionamento do MP é em relação a declaração de Ângela Landim sobre os nordestinos


Na última quinta-feira (03), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) emitiu um ofício que deverá ser respondido pelo Banco BRB, patrocionador master do Flamengo, até o dia 23 de novembro. De acordo com o GE, o órgão pediu à diretoria da instituição financeira, que recebe recursos públicos do DF, uma análise sobre possível infração de contrato por conta de declarações da diretora de responsabilidade social do Fla, em rede social.

As informações foram divulgadas inicialmente pelo GE. Ângela Landim, que além de dirigente do Flamengo também é esposa do presidente Rodolfo Landim, foi acusada de xenofobia depois de fazer uma publicação ‘cutucando’ os nordestinos logo após o resultado das eleições. “Ganhamos onde se produz, perdemos onde se passa férias. Bora trabalhar, porque se o gado morrer, o carrapato passa fome”.


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Na ocasião, Ângela Landim usou o Instagram para criticar o resultado das eleições presidenciais do Brasil. Isso porque, a diretora do Flamengo não gostou de Luiz Inácio Lula da Silva ter sido eleito no lugar de Jair Bolsonaro. Com isso, a esposa do mandatário rubro-negro acabou ‘cutucando’ os nordestinos, já que foi o Nordeste que definiu a votação.

Vale ressaltar que diante da declaração, o MPDFT publicou uma nota oficial com a seguinte explicação sobre o questionamento feito à diretoria do BRB: “O objetivo é verificar se houve violação de cláusula contratual que diz respeito a não adoção ou apoio de práticas de discriminação negativa e/ou injuriosa, relacionada à raça, cor, sexo, religião, orientação sexual, origem ou qualquer outra característica pessoal de seus profissionais”.

Ainda segundo o GE, o questionamento do MPDFT ao BRB faz parte de um procedimento administrativo, de número 8190.052898/20-77, instaurado já em 2020. A ideia é verificar a regularidade dos termos e números da parceria entre o banco e o Flamengo, que recebe cerca de R$ 32 milhões por ano da instituição, que é a patrocinadora master do time e estampa a marca na parte nobre do Manto Sagrado.

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