Morte aconteceu após torcedora ser atingida por estilhaços de garrafa no jogo entre Flamengo e Palmeiras
Após a morte de Gabriela Anelli, de 23 anos, no empate em 1 a 1 entre Palmeiras e Flamengo, no Allianz Parque, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu analisar o projeto de lei nº 1631/2023 para proibir a venda de produtos em recipiente de vidro nos arredores dos estádios. Vale destacar que será considerado ‘entorno’ um raio de 400 metros do local.
O projeto de lei foi proposto pelos deputados Carlinhos BNH (PP) e India Armelau (PL), que citaram a morte de Gabriel Anelli do Palmeiras como principal motivo para a proibição das garrafas de vidro nos estádios. Além disso, os parlamentares falaram sobre a nova Lei Geral do Esporte (14.597/2023), afirmando que “é obrigação do poder público em todos os níveis, das organizações esportivas, dos torcedores e dos espectadores de eventos esportivos promover e manter a paz no esporte”.
RELEMBRE O CASO
É importante ressaltar, recentemente o flamenguista Jonathan Silva foi preso, sendo o principal suspeito de ter atirado a garrafa que, ao quebrar, acertou Gabriela Anelli, ceifando a vida da jovem. A Policia Civil afirmou que o torcedor foi identificado graças ao sistema de reconhecimento facial do Allianz Parque, estádio do Palmeiras.
O rubro-negro se tornou suspeito após os peritos analisarem o momento do arremesso do recipiente de vidro, o fechamento do portão atingido pelo objeto, onde logo em seguida a palmeirense leva a mão ao pescoço. Jonathan foi preso no Rio de Janeiro após a justiça expedir mandado de prisão. O celular do flamenguista foi apreendido pela Delegacia de Homicídios Central (DHC), que também deu o suporte para a transferência do torcedor para São Paulo.
Vale lembrar que, anteriormente, Leonardo Felipe Xavier Santigo, também torcedor do Flamengo, havia sido preso pela morte de Gabriela. No entanto, foi solto por determinação do Ministério Público de São Paulo por falta de convicção de que ele teria atirado a garrafa em direção a torcida do Palmeiras.



























Não só nos Estádios como nos bares, em qualquer outro lugar, as pessoas não tem educação, muitas das vezes passam de carro e jogam no muro para quebrar ou no chão, esquecem que passam crianças, idosos e adultos.
As latinhas de metal quando “rasgadas” viram uma arma perigosa principalmente entre confronto de organizadas. Entendo a motivação mas acredito que não é isso que vai resolver os problemas nos estádios. Em Pernambuco jogaram um vaso sanitário de cima de um andar da arquibancada e alguém morreu (não lembro os detalhes mas é só procurar que acham a notícia). O que nós precisamos é de uma lei rigorosa e uma atuação da polícia preventiva e eficiente.