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Como a Seleção Brasileira está se preparando para a Copa do Mundo de 2026?

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Parece que foi ontem que o Brasil deu adeus a copa do mundo de 2022, sendo duramente eliminado nos pênaltis pela seleção da Croácia. Por aqui, em Campo Grande, até o eco das rodas de tereré pareceu melancólico naquele dezembro. Se a gente decidir voltar no tempo, não será nada difícil encontrar algumas decepções. Os mais traumatizados podem até dizer que 2018 não faz tanto tempo, lembrando dos dois gols marcados pela Bélgica sobre uma seleção que demorou para entrar no jogo. E mais uma vez, na fase de quartas…

Não precisamos ir tão longe a ponto de recordar o que houve no Mineirão, em 2014. Aliás, será que alguém quer lembrar disso? Seja como for, o que importa é que há sempre uma nova edição de Copa do Mundo no horizonte. E o torneio de 2026 está logo ali.

Atualmente, o Brasil não aparece entre os favoritos ao título mundial. E isso faz sentido — afinal, nossa seleção vem penando para vencer adversários menos expressivos. Até o momento, com metade das eliminatórias tendo ficado para trás, a equipe não mostrou muita coisa. Na verdade, vem encontrando dificuldades para se manter nas primeiras posições.

Apesar disso, quem acompanha os sites de apostas em futebol acaba encontrando odds relativamente baixas para uma conquista do Brasil. Nossa seleção é vista como favorita na mesma medida que equipes como as da Espanha e da França. Surpreendente, não?

Campanha ruim e eliminação precoce

A caminhada da nossa querida seleção brasileira rumo ao próximo mundial, ainda está um pouco capenga. A menos de dois anos para o tão esperada Copa do Mundo, a nossa seleção ainda tem que apertar muitos parafusos soltos. Dorival vai ter uma missão de encontrar o esquema de jogo para compensar as falhas e trazer a seleção para onde ela pertence. O coração de todos os brasileiros está acompanhando tudo e mesmo aos trancos e barrancos continuamos torcendo. 

Mesmo sobre muito esforço para as eliminatórias de 2026, que já vai mais da metade, a seleção encerrou 2024 na 5ª colocação, sete pontos atrás da líder, Argentina. O pesadelo de todo brasileiro apaixonado por futebol. E a situação só não é pior porque a América do Sul concede vagas diretas até o 6º lugar, enquanto o 7º participa de uma repescagem. E como são 10 times ao todo, o Brasil precisará se esforçar muito para não ficar de fora.

Se agente for parar para olhar e analisar o desempenho do Brasil desde essa eliminação para a Croácia, vamos perceber que há pouca coisa para comemorar e, na verdade, algumas coisas mais serias para serem corrigidas, enquanto é tempo… Afinal, o que temos desde então é uma campanha ruim nas eliminatórias para a Copa de 2026 e uma participação ainda pior na Copa América de 2024. 

E na Copa América… Que para a tristeza geral da nação,  o Brasil caiu nas quartas de final, sendo derrotado nos pênaltis para o Uruguai após um empate sem gols no tempo normal.

As mudanças no comando do time ajudam a explicar esse cenário. Por algum tempo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) esperou contar com Carlo Ancelotti à frente da equipe. Por isso, chegou a ter Ramon Menezes e Fernando Diniz como técnicos interinos — ambos com resultados péssimos no cargo.

Quando se tornou evidente que o Carlo Ancelotti não assumiria o comando da seleção, a CBF acabou por optar por Dorival Junior, como uma solução caseira de tentar pôr o Brasil de volta nos trilhos. E tomara que funcione, se não, esse trem vai descarrilhar. 

Dúvidas no ataque: ainda é cedo para Endrick?

Dorival ainda encontra dificuldades para definir seus 11 jogadores titulares. E parte do problema está no ataque. Afinal, a seleção não tem um nome incontestável para servir como referência na frente — pelo menos, dentro da área.

O Brasil se especializou nos últimos anos em formar pontas de alto nível. Pelo lado esquerdo, Vinícius Júnior (Real Madrid) é um nome de peso, e ainda há bons jogadores em ascensão, como Gabriel Martinelli (Arsenal). Já pelo lado direito, há opções como Rodrygo (Real Madrid), Raphinha (Barcelona) e Savinho (Manchester City).

A revelação do Palmeiras tem jogado pouco pelo Real Madrid, onde é reserva de Mbappé e tem outros nomes à sua frente. Além disso, ainda tem 18 anos de idade e não parece pronto para assumir uma missão tão importante com a camisa da seleção. Vinícius Júnior segue abaixo do esperado. Para não falar que, além de problemas com o esquema de jogo, a seleção está sofrendo com o desempenho muito abaixo do esperado do ponto de vista individual.

Vini recebeu, recentemente, o prêmio The Best de melhor jogador do mundo pela FIFA. O garoto vem de temporadas extraordinárias usando a camisa do Real Madrid, incluindo gols e assistências que levaram a dois títulos de Liga dos Campeões pelo time merengue (2021-22 e 2023-24).

Mas mesmo assim, quando veste a camisa verde e amarela, o atacante ainda não conseguiu repetir todo esse brilho. Com 37 jogos pelo Brasil, Vini tem apenas 5 gols e 5 assistências, números bem inferiores aos que colecionou nas últimas temporadas atuando pelo clube espanhol.

Paquetá e a crise do meio

Apesar da dificuldade em acertar o trio de ataque do Brasil, muitos analistas veem o meio-campo da seleção como o seu ponto fraco. Afinal, o país não conta, atualmente, com jogadores da primeira prateleira do futebol mundial nesse setor.

Dorival tem dado preferência a nomes como os de Lucas Paquetá (West Ham), Bruno Guimarães (Newcastle) e João Gomes (Wolverhampton), todos atuando em times médios do futebol inglês. No entanto, nenhum deles parece ter a capacidade de preencher espaços e ditar o ritmo do time como se espera de um jogador brasileiro atuando nessa parte do campo.

Paquetá vem sendo a principal aposta para a função desde a era Tite. No entanto, devido ao desempenho abaixo do esperado e a problemas extracampo, passou a ser fortemente contestado. O próprio Dorival decidiu fazer experiências no setor após o fracasso na Copa América, deixando o ex-jogador do Flamengo no banco.

A aposta da vez é em Raphinha como condutor das jogadas pelo meio, uma função que ele também vem executando no Barcelona. Rodrigo também já foi testado nessa posição com resultados inconsistentes.

O desafio parece ser garantir que o time jogue melhor com a bola nos pés sem perder força de marcação quando ela está com a equipe adversária. No entanto, isso também dependerá de ajustes nas laterais, onde ainda não há titulares incontestáveis, além de um entrosamento maior dos jogadores dentro de um esquema eficiente de jogo.

Campo Grande e a mística da seleção

Por aqui, mesmo com os tropeços da seleção, continuamos apaixonados pela seleção canarinho. Seja no churrasco com a galera ou no bar da esquina, sempre sobra tempo para palpitar e dar sua opinião sobre a escalação. O que importa é manter tudo divertido e entre amigos. E não importa o momento: a mistica da seleção sempre renasce em tempos de Copa. O Brasil todo se torna verde e amarelo. 

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