
Fotos: Reprodução/ FlamengoTV
Assim que Luiz Eduardo Baptista, o Bap, assumiu a presidência do Flamengo, o recado foi claro: não vai ter estádio sem um estudo aprofundado do caso. O dirigente temia que o clube prejudicasse o desempenho esportivo para investir na arena. Quem lamentou a “responsabilidade” rubro-negra no projeto foi o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. O político, torcedor do Vasco, brincou, admitindo que gostaria de ver a queda do time de Filipe Luís dentro das quatro linhas.
— O Flamengo tem tido muito sucesso no futebol pela sua capacidade de gestão. Seguidas administrações gerindo bem os recursos do clube, tendo responsabilidade. O que o presidente Bap fez foi: ‘Vamos manter a aquisição do terreno’, então passa a ser propriedade do Flamengo. O Flamengo já tinha depositado os recursos. Agora, eles vão para o dono do terreno, que é a Caixa Econômica Federal. O Flamengo passa a ser dono mesmo —, iniciou Paes.
— Aí, é uma questão de modelagem que o presidente Bap e a direção do clube vão fazer para ver com que prazo, sem comprometer as finanças do clube, o desempenho esportivo… Não resisto à brincadeira, eu adoraria que comprometesse o desempenho esportivo para o Vascão ganhar. Mas, brincadeiras à parte, é importante ter esse olhar —, acrescentou o prefeito do Rio de Janeiro, em entrevista à ‘FlamengoTV’.
A gestão passada do Flamengo, no ato da compra do terreno do Gasômetro, em 2024, planejava a construção do estádio para 2029. No entanto, após longos estudos solicitados pela atual diretoria, o prazo acabou refeito. Em meio às especulações de que Bap não avançaria no projeto, o clube reforçou a garantia da obra, mas sem pressa.
— Havia uma série de condicionantes para que a gente pudesse avançar, impostas no edital. À medida que fomos avaliando as pré-condições apresentadas como premissas no projeto inicial, nos deparamos com diversas dificuldades. As coisas não eram tão simples, rápidas ou fáceis de serem executadas. Não seria possível o Flamengo construir esse estádio para inaugurá-lo em 2029 -, disse, antes de finalizar:
— Quando passamos pela parte da viabilidade econômica, com a realidade da taxa de juros no Brasil, ficou claro que teríamos que abrir mão da performance esportiva. Provavelmente, seria necessário transformar o Flamengo em SAF. Fizemos uma proposta para a Prefeitura e entendemos que o sonho continua de pé. O Flamengo terá seu estádio, mas não tão rapidamente quanto se imaginava -, concluiu Bap, em entrevista à ‘Flamengo TV’.
Enquanto o estádio do Gasômetro não fica pronto, o Flamengo segue no Maracanã. Isso porque, o clube renovou, no ano passado, a concessão do Templo Sagrado. Assim sendo, o Mais Querido estará à frente do Maraca até 2044, em parceria com o Fluminense.
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