O que disse Samuel Lino sobre o trabalho de Jardim no Flamengo?
Samuel Lino marcou mais um gol pelo Flamengo nesta quinta-feira (19), na vitória por 3 a 0 sobre o Remo, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. O atacante, assim, aproveitou para revelar a principal diferença entre o time de Leonardo Jardim para o de Filipe Luís.
“Definir em uma palavra? Intensidade”, disse Samuel Lino, em entrevista após a vitória do Flamengo sobre o Remo, no Maracanã. Além do atacante, Léo Ortiz e Luiz Araújo também balançaram as redes no Maracanã.
Como está o Flamengo de Leonardo Jardim?
Atualmente, o Flamengo de Leonardo Jardim segue invicto. O Mais Querido disputou quatro partidas e venceu três, empatando somente uma, contra o Fluminense, na estreia do português. Na ocasião, no entanto, o Rubro-Negro conquistou o título do Carioca nos pênaltis.
Desde então, o Flamengo conquistou vitórias sobre Cruzeiro (2 a 0), Botafogo (3 a 0) e Remo (3 a 0), todos pelo Campeonato Brasileiro. Com isso, o Rubro-Negro chegou aos 13 pontos e vai terminar a rodada na quarta posição.
Qual é o próximo jogo?
O próximo compromisso do Flamengo é contra o Corinthians, no domingo (22), pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. A partida será realizada a partir das 20h30 (horário de Brasília), na Neo Química Arena, em São Paulo.



























Em 2025, o time do Flamengo também tinha uma enorme intensidade. Principalmente, quando atacava. Fazia uma marcação pressão no campo do adversário e os atacantes se movimentavam de um lado para outro, dificultando a marcação adversária. Com o Leonardo Jardim, o time não retém tanto a bola, no entanto é mais ofensivo. Uma coisa que o Filipe Luís não tinha era a jogada com o centroavante para fazer o pivô. Ele utilizava um falso 9 para sair da área e rodar o campo com os meias. Estou gostando da postura do time, porque está muito mais ofensivo. Um centroavante Pedro, além de fazer o pivô, prende a zaga e com sua movimentação, abre espaço para quem vem de trás. Não que o jogo do Filipe Luís era ineficaz, pelo contrário, em muitos jogos, surtiu o efeito necessário, mas em outros, teve que fazer certas implementações para enganar a marcação adversária. Já o treinador atual, joga de uma outra forma, em que utiliza muito mais a juventude e a velocidade dos pontas e laterais. Nem sempre o time precisa reter muito a bola. Particularmente, não gosto desse tipo de jogo porque joga para um lado e para o outro e quando o adversário faz aquele ferrolho em frente a área, não há infiltração e mesmo que a jogada vá para os flancos do campo, as defesas com defensores mais altos dificultam a bola chegar cabeceando para fora da área.
É verdade, em compensação, o time está muito mais exposto do que no ano passado. Em 2025, o Rossi era quase não precisava fazer defesas. Jogávamos contra clubes grandes que não criavam uma chance de gol. Agora, apesar de não termos tomado gol, até o Remo começou criando jogadas de perigo contra o Flamengo. Tem que corrigir isso aí.