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Jorge Jesus foi apresentado oficialmente como novo técnico de Portugal nesta sexta-feira (10) e relembrou conversa direta com Neymar, marcada pela frase “Tu Finish” (Você acabou), durante passagem pelo Al-Hilal (SAU). O treinador, que construiu trajetória histórica no Flamengo, aproveitou o primeiro contato com a imprensa para abordar gestão de ‘estrelas’ e projetar futuro de Cristiano Ronaldo na seleção.
Reafirmando que as decisões priorizarão o bem coletivo da seleção, Jorge Jesus utilizou um episódio com Neymar para ilustrar a postura rígida que pretende adotar. Isso porque, entre 2024 e 2025, o treinador vetou a participação do atleta brasileiro nas partidas por considerar que faltavam condições ideais de jogo.
Não tinha certeza se colocaria Cristiano (Ronaldo) para jogar sempre. Já treinei dois dos três melhores jogadores do mundo, falta-me o terceiro, que é o Messi. Treinei o Ronaldo. Ao Neymar um dia eu disse assim: “Tu Finish”. O que eu achar melhor para a equipe e para a seleção, assim que será feito -, revelou.
Jorge Jesus utilizou um recado a Neymar “Tu Finish” (Você acabou) para ilustrar a postura rígida que pretende adotar no comando da Seleção Portuguesa, reafirmando que as decisões sempre priorizarão o bem coletivo.
Entre 2024 e 2025, o treinador vetou a participação do atleta…
— Mônica Alves (@monicaalvesfs) July 10, 2026
Posteriormente, o técnico evitou decretar fim de ciclo de Cristino Ronaldo na Seleção Portuguesa. Em suma, Jorge Jesus pontuou a necessidade de avaliar desempenho individual antes de qualquer decisão definitiva sobre o futuro do craque.
— Ainda não falei com o Cris. Nunca vai ser um problema para a Seleção nem para mim. Cada um pensa como quiser. Quando tiver de tomar alguma decisão, vou falar com ele. Mas não só com ele, vou falar com todos individualmente. Não vou falar com o Cris por ser o Cris. Ele é um símbolo do futebol português, da seleção, de Portugal. Isso vai ficar sempre na história e tive um grande prazer de trabalhar com ele este ano -, afirmou, antes de continuar:
— É facílimo trabalhar com ele. Desde que eu entenda até onde ele pode chegar e até onde posso chegar. É a relação treinador e jogador. A partir daí, as conversas serão fáceis. Será sempre ele a decidir o que quer fazer na carreira. Se estiver jogando e tiver condições para jogar, se for selecionável, vou convocá-lo, dentro do limite e das condições que achar melhores para a seleção -, finalizou.
Ao discutir renovação do elenco e utilização de jovens talentos, como Rodrigo Mora e Geovany Quenda, Jorge Jesus estabeleceu paralelo com experiência acumulada no Flamengo. Além disso, o treinador voltou a citar Cristiano Ronaldo.
— São dois jovens, como há mais. Portugal tem uma formação de qualidade, a nível de clubes. Portugal é o Brasil da Europa. No Brasil, você dá um chute numa pedra, e sai um jogador. Portugal tem isso. Faltam quatro anos para o Mundial e são os jogadores que vão ditando quem vai. A idade não é problema. O que importa é o valor. Se for um jovem preparado, será integrado. Dos 12 que trabalharam comigo, quatro ou cinco fui eu que os lancei: Rafael Leão, Gonçalo Guedes, João Cancelo e Bernardo Silva -, iniciou.
— Não olho para o jogador pela idade, é o mesmo com o Cristiano. Trabalhou um ano comigo e não teve uma lesão. Fazia 8km por jogo, com velocidade acima dos 25km/h. Quando achava que tinha de jogar, jogava. Não tinha a certeza se metia o Cristiano a jogar sempre -, disse.
“Quanto aos capitães, são cinco: o Cristiano, o Bernardo Silva, o Bruno Fernandes, Rúben Dias e o Diogo Costa. Não sei qual a ordem. Não tenho muito o hábito de que os anos de Seleção influencie nos capitães. O capitão é muito mais do que isso. O capitão é o expoente máximo do pensamento do treinador. Quanto ao Bernardo, em 2013 era um menino que estava a começar os passos dele, com muita ambição, que confiava muito nele e que queria ser jogador”.
“Tem que jogar o dobro, senão fica tudo igual. A qualidade está aqui. Acredito no nosso trabalho e nos jogadores. A outra parte da estrutura também é importante. A seleção é mais do que um clube, mas as ideias do que é uma seleção e do é um clube não são diferentes, porque se não houver ideias partilhadas, não há hipóteses. Se acharem que vir à seleção é ver os amigos e a família, não é. Quero que todos todos os jogadores entendam que se querem ganhar têm de pagar o preço. Vamos criar uma identidade. A minha ideia do jogo não tem nada que ver com o que era a ideia da seleção. Zero. Isso faz com que eu acredite que viemos para vencer”.
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