Foto: IA
As últimas semanas foram quentes nos bastidores do Flamengo e também entre os torcedores rubro-negros nas redes sociais. Afinal, depois de longa negociação com Thiago Almada e também conversas por Luiz Henrique, o Mengão ainda não anunciou reforços para o segundo semestre. Porém, Eric Faria, jornalista da Globo, não vê problema.
— Você viu a escalação do Flamengo (contra o Vitória) e falou: ‘Pô, timaço’. Aí começaram a entrar os reservas e a gente pensou: ‘Caramba, olha o banco do Flamengo’. Paquetá, Plata, Bruno Henrique… E aí, nesta semana, o noticiário do Flamengo foi sequestrado pelo fracasso do clube na janela. Tentou o Almada, não conseguiu. Tentou o Luiz Henrique, não conseguiu. Eu acho ótimo que o Flamengo tente nomes assim. É importante para o futebol brasileiro que um clube consiga repatriar e trazer jogadores desse nível —, iniciou Eric Faria, durante programação do SporTV.
— Mas também acho importante que um clube que, há algum tempo, vem dando exemplo de administrações corretas tenha um limite e imponha um limite ao seu cofre. Ainda que seja um cofre gordinho, como o do Flamengo, chegou uma hora em que o presidente falou: ‘Eu não vou dar’. E está certo. O Flamengo acabou se frustrando na negociação, mas talvez, daqui a alguns anos, essa medida e essa frustração por não ter trazido o Luiz Henrique tragam algum tipo de recompensa financeira para o clube —, acrescentou o comentarista.
Ainda durante a Copa do Mundo, o Flamengo deixou tudo encaminhado com Thiago Almada. Porém, mesmo tendo o ‘ok’ do jogador e do Atlético de Madrid (ESP), o Rubro-Negro perdeu o jogador para o River Plate (ARG). O desejo de jogar no país-natal pesou, e o Mengo, que depositou praticamente todas as ‘fichas’ no negócio, ficou sem o reforço.
Depois da negativa com o meia, o Flamengo tentou a contratação de Luiz Henrique. Porém, o Zenit (RUS) pediu o valor à vista. Por outro lado, o Rubro-Negro desejava dividir em aproximadamente três anos, o que inviabilizou o negócio. Por Almada, o Flamengo cogitou pagar 25 milhões de euros. Já pelo atacante, a transação poderia sair por 35 milhões de euros. Ou seja, R$ 147 milhões e R$ 206 milhões, respectivamente.
— Concordo com o Eric Faria em partes. Realmente, pagar os valores envolvidos seria um grande risco para as finanças do clube. No entanto, entendo o lado do torcedor também, que adora contratações. O que o Flamengo poderia fazer é chegar a um meio termo: contratar nomes não tão caros assim. Para isso, precisa de criatividade no mercado —, comentou Pedro Paulo Catonho, jornalista do Coluna do Fla.
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Concordo com o Eric Faria e discordo do autor Catonho. Nenhum desses casos (Almada, LH) foi questão de "contratar nomes não tão caros assim". No caso do argentino houve leilão e por isso ficou caro. E no caso do LH houve um aumento oportunista do preço, sabiamente recusado pelo Flamengo.