A CBF divulgou nesta segunda-feira (31) o áudio da revisão do VAR no gol anulado de Arthur Cabral, Botafogo. O lance ocorreu nos primeiros minutos da vitória do Flamengo por 3 a 0, no Maracanã. Assim, a equipe considerou correta a intervenção do árbitro de vídeo Daniel Nobre Bins.
“Estamos vendo uma possível mão depois que ele está no chão, se pega no braço dele. Deixa seguir, eu quero uma ‘between’, Pedro. Tem que ver se pega na mão do outro também”, disse o VAR. “OK. Pega na mão, claramente. Factual, a bola pega na mão do atacante no momento que ele cai no chão e depois ele faz o gol com imediatez, ok?”.
As imagens mostram que a bola toca primeiro na mão de Léo Pereira, em lance considerado acidental. Na sequência, contudo, a bola também atinge o braço de Arthur Cabral, que estava no chão. Assim, o atacante se levanta, mantém a posse e finaliza para o gol logo depois do toque.
A análise da arbitragem se concentrou justamente na mão do próprio atacante. Pelas regras da FIFA e do IFAB, nem todo toque de mão configura infração automática. Contudo, existem situações específicas em que a penalidade se aplica de forma direta.
Constitui infração quando o jogador toca a bola deliberadamente com a mão ou o braço. Também conta como falta quando o atleta aumenta o corpo de forma não natural. Portanto, a posição do braço precisa ser consequência natural do movimento naquele lance.
As regras ainda tratam com rigor o toque de mão do próprio artilheiro. Portanto, um gol deve ser anulado quando a bola toca a mão do jogador que marca. Isso vale mesmo quando o contato ocorre de forma acidental durante o lance.
A regra também se aplica quando o toque acontece imediatamente antes da finalização. Assim, mesmo sem intenção, o gol de Arthur Cabral não poderia ser validado. O limite superior do braço, para efeito de análise, fica alinhado com a base da axila.
Depois de golear o Botafogo, o Mais Querido enfrenta o Mirassol, em jogo atrasado da quarta rodada do Brasileirão, na quarta-feira (02). O confronto ocorre a partir das 19h30 (horário de Brasília), no Maracanã.
Mesmo que o anti leia as regras direto no documento da IFAB, ele vai aparecer com a história de ‘Varmengo’. A real é que essas pessoas não querem a aplicação da regra, querem que o Flamengo seja o prejudicado da história”, disse João Vítor Reis, do Coluna do Fla.
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