Fotos: Divulgação/Flamengo
No Brasileirão, apenas nove estrangeiros podem ser inscritos por jogo. Diante disso, Leonardo Jardim optou por deixar Nicolás De La Cruz fora da lista contra o Corinthians, no domingo (13), para manter Saúl entre os relacionados. Assim, o técnico do Flamengo explicou o motivo da escolha e projetou o retorno do uruguaio no próximo jogo.
– Em primeiro lugar, o Nico na primeira fase do ano foi uma aposta muito grande. Tivemos jogadores, como o Erick, que ficou parado muito tempo, dois meses. O Saúl, com os problemas do tendão, ele agora tem melhorado -, destacou o treinador, que acrescentou:
– Nesses jogos que a gente tem seis volantes disponíveis, como disse, não posso ter três hoje, depois sai três e entra três porque vai descaracterizar nossas ideias. Mas, com certeza, no próximo domingo (20), vamos precisar do Nico, do Saúl -, afirmou e completou
– Ele hoje não foi relacionado porque vocês sabem que só podem jogar nove estrangeiros no campeonato, e temos 10 neste momento com a volta do Plata. Tenho no banco Jorginho, Saúl, ter um terceiro volante no banco achei que não haveria necessidade. Era melhor ele trabalhar e treinar. É uma gestão do elenco que tem que ser feita -, explicou em coletiva de imprensa
Com o retorno de Gonzalo Plata ao grupo, o número de estrangeiros disponíveis subiu para dez. Afinal, Arrascaeta, Varela, Anthony Valencia, Rossi, Jorge Carrascal, Saúl, De La Cruz e Joaquín Freitas completam a lista de gringos do Rubro-Negro.
Nas últimas semanas, o uruguaio havia retornado à lista de relacionados após um longo período afastado por lesão. Entretanto, mesmo de volta ao grupo, o meia segue sem recuperar a sequência de minutos que tinha antes da contusão.
O espanhol viveu um jejum de dez partidas sem entrar em campo antes de voltar a atuar contra o Mirassol. Assim, a sequência seguinte, diante do Remo, marcou a segunda presença consecutiva vinda do banco de reservas.
Contra o Corinthians, porém, Saúl permaneceu entre os relacionados, mas não chegou a entrar em campo. Mas o próprio treinador justificou a decisão pela necessidade de gerenciar o número de volantes disponíveis no banco.
Na mesma coletiva, Jardim explicou como a substituição de Lucas Paquetá no final da 27ª rodada tem a ver com a gestão de elenco. O treinador destacou ainda que o zagueiro Léo Pereira ficou de fora porque estava prestes a se lesionar.
– É um jogador de grande qualidade. Consegue fazer mais do que uma posição, e isso para nós é extremamente importante. Todos sabemos que, com essa loucura de jogos, não se consegue ter todos os jogadores disponíveis.
– Hoje, Jorginho estava no limite. Da última vez, fez cinco jogos seguidos, no sexto teve um problema muscular. Léo (Pereira) também estava no limite e não arrisquei, também estava no limite de lesão. Temos que fazer essa gestão, então temos que ter mais do que 11 (jogadores titulares).
– O Paquetá é um jogador que joga normalmente, também entra na rotação como os outros. Hoje, descansou o Jorginho; na Libertadores, descansou o Paquetá; no jogo contra o Remo, descansou o Erick (Pulgar); no jogo anterior, o Arrascaeta.
– Vou gerindo. No próximo jogo, contra o Bragantino, tenho dois volantes fora (Pulgar e Paquetá). Os outros que têm jogado menos precisam entender que é o momento de mostrar presença. É por isso que temos um elenco -, elucidou Jardim.
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