Clube argentino tem até segunda-feira (26), às 18h, para apresentar defesa sobre a presença do zagueiro na volta da semifinal da Libertadores
O Flamengo apresentou uma reclamação à Conmebol e pediu a vitória no jogo de volta contra o Estudiantes (ARG), pela semifinal da Libertadores. A informação é do jornalista argentino Germán García Grova.
O Rubro-Negro aponta suposta escalação irregular do zagueiro Marcos Rojo, que atuou no Maracanã graças a uma medida cautelar do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). Ainda segundo o jornalista, o Estudiantes tem até as 18h de segunda-feira (26) para apresentar sua defesa.
Na quinta-feira (22), as equipes empataram por 0 a 0 diante de 72.492 torcedores. Depois, o Estudiantes venceu por 3 a 2 nos pênaltis e garantiu vaga na final contra o Palmeiras. Rojo foi titular e deixou o campo no segundo tempo.
O time argentino jogou com um a menos desde os quatro minutos da etapa final, após a expulsão de Baltasar Rodríguez. Mesmo assim, o Flamengo não marcou. Nas cobranças, Muslera defendeu as batidas de Jorginho, Paquetá e Bruno Henrique, como registrou o relato oficial do Flamengo sobre a eliminação.
Por que a escalação de Marcos Rojo virou caso na Conmebol
Rojo, de 36 anos, deixou o Racing (ARG) e voltou ao Estudiantes, clube que o revelou. Contudo, a negociação aconteceu com a janela de transferências argentina fechada.
Para inscrevê-lo na Libertadores, o Estudiantes tentou usar a vaga do volante Gabriel Neves, que fraturou o pulso. A Conmebol, porém, rejeitou o pedido horas antes da ida, disputada em 15 de outubro, em La Plata.
A entidade baseou a decisão no artigo 6 do Regulamento sobre o Estatuto e a Transferência de Jugadores da FIFA. Dessa forma, o zagueiro ficou fora do primeiro jogo, que também terminou sem gols. O Coluna do Fla detalhou na ocasião como a Conmebol rejeitou a inscrição de Rojo.
No dia seguinte, o clube argentino recorreu ao TAS e pediu urgência na análise. Pelo rito regular do tribunal, a Conmebol teria 20 dias úteis para responder.
Entretanto, o TAS concedeu a medida cautelar na quarta-feira (21), véspera do jogo no Rio. A decisão determinou a inclusão de Rojo na Lista de Boa Fé da Libertadores 2026. Assim, o Estudiantes ganhou o reforço para a partida no Maracanã.
Estudiantes diz que cumpriu o regulamento
A medida cautelar tem caráter provisório. Portanto, o mérito da disputa sobre a inscrição ainda não foi julgado de maneira definitiva.
Mais cedo nesta sexta-feira (23), o portal 0221, de La Plata, informou que o Estudiantes não havia recebido comunicação oficial sobre a reclamação. Segundo o veículo, o clube argentino sustenta que cumpriu todos os prazos e trâmites.
Além disso, a diretoria entende que uma eventual ação do Flamengo não altera sua situação. Para o Estudiantes, Rojo pode disputar a final enquanto nenhuma decisão mudar o cenário atual.
Desde o veto inicial, o clube de La Plata argumenta que a Conmebol aprovou inscrições em condições idênticas às de Rojo. Esse argumento sustentou o recurso ao TAS.
O que pode acontecer com a semifinal
Caso a Conmebol acolha o pedido, o Flamengo herdaria a vitória no jogo de volta. Nesse cenário, o resultado da semifinal mudaria, já que a ida terminou empatada.
Por outro lado, o caso tem um componente incomum. A própria Conmebol barrou o zagueiro antes da intervenção do TAS, que agora sustenta a participação dele.
Enquanto isso, a final segue marcada para 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu. O Palmeiras, que eliminou o Fluminense nos pênaltis, aguarda o adversário.
Não é a primeira vez em 2026 que o Flamengo pede uma vitória à entidade. Em maio, a Conmebol puniu o Independiente Medellín (COL) após as confusões no jogo contra o Flamengo. Na ocasião, o Rubro-Negro recebeu vitória por 3 a 0, mas o motivo era outro: a falta de segurança no estádio.
A disputa fora de campo com o Estudiantes também tem antecedente. Em setembro de 2025, nas quartas de final, a Conmebol anulou os efeitos da expulsão de Gonzalo Plata após reclamação do Flamengo.
