Após a queda para o Estudiantes (ARG), zagueiro disse que representar o Flamengo é uma responsabilidade bonita
O zagueiro Léo Pereira tirou o peso da palavra pressão ao comentar a eliminação do Flamengo na Libertadores. Na zona mista do Maracanã, o camisa 4 foi questionado se o time caiu por sentir o peso da semifinal. Na resposta, o defensor lembrou o trabalhador comum. Pressão, segundo ele, sente o pai que acorda às 6h da manhã para buscar comida para os filhos.
“Peso mesmo é o pai que acorda 6h da manhã para buscar alimento para os seus filhos. Representar o maior clube da América é muito gratificante”.
A declaração veio depois do empate por 0 a 0 com o Estudiantes (ARG), nesta quinta-feira (22), no Rio de Janeiro. O time argentino venceu a disputa de pênaltis por 3 a 2 e avançou à decisão. No jogo de ida, em 15 de outubro, em La Plata, o placar também terminou zerado.
Léo Pereira converteu sua cobrança na disputa de pênaltis
Ao contrário de parte dos companheiros, Léo Pereira acertou o pênalti no Maracanã. Ele e Arrascaeta foram os únicos rubro-negros a converter. Por outro lado, Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique pararam no goleiro uruguaio Fernando Muslera, que defendeu três batidas.
O desfecho frustrou um Maracanã com 72.492 torcedores. Além disso, o Flamengo atuou com um jogador a mais durante quase todo o segundo tempo. Logo no início da etapa final, o árbitro uruguaio Gustavo Tejera expulsou Baltasar Rodríguez. Mesmo assim, o time de Leonardo Jardim não transformou a vantagem numérica em gol.
Ainda na zona mista, o zagueiro admitiu a atuação abaixo e pediu desculpas à torcida. Ele também reconheceu o mérito da defesa adversária e do goleiro, como o Coluna do Fla mostrou na cobertura do pós-jogo:
“Não tem muito o que falar, dói, dói pra caramba, é triste. Pelo que a gente vinha fazendo, pela festa que o torcedor sempre faz, não merecia. Mas enfim, na verdade, mereceu quem defendeu melhor, que é a equipe deles e o goleiro deles, então. Não tem muito o que falar, dói, é triste, e a gente só pede desculpa ao torcedor”.
Zagueiro já havia falado sobre o peso da camisa rubro-negra
A relação de Léo Pereira com a pressão no Flamengo tem história. Contratado junto ao Athletico em 2020, ele viveu um início turbulento no clube. Na época, enfrentou críticas nas redes sociais e vaias da torcida.
Em entrevista à ESPN em novembro de 2025, às vésperas da final da Libertadores daquele ano, o defensor contou como superou essa fase. Na ocasião, ele disse que precisou entender que chegava a um clube com pressão muito maior que os demais do Brasil. Para isso, trabalhou a parte mental e aprendeu a separar o jogador da pessoa.
A resposta desta quinta-feira segue a mesma linha. Em vez de tratar a cobrança como fardo, o zagueiro preferiu compará-la à rotina dura de quem trabalha para sustentar a família. Desde aquela virada, aliás, Léo se firmou como titular e um dos líderes do elenco. Em abril, ele alcançou a marca de 300 jogos pelo clube.
Flamengo volta o foco para o Brasileirão
Com a eliminação, o Flamengo encerra a defesa do título continental conquistado em 2025. Naquela edição, o clube eliminou o próprio Estudiantes (ARG) nas quartas de final, também nos pênaltis. Agora, o time argentino enfrenta o Palmeiras na final, marcada para 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu.
Enquanto isso, o elenco rubro-negro concentra as atenções no Campeonato Brasileiro. O Flamengo lidera a competição com 67 pontos em 31 jogos, apenas um à frente do Palmeiras. Portanto, a disputa pelo título nacional segue aberta na reta final.
O próximo compromisso será contra o Atlético-MG, na segunda-feira (26), às 20h, no Maracanã. Depois da partida, Léo Pereira já tinha indicado o caminho do grupo. Primeiro, viver o luto da desclassificação. Em seguida, mirar a briga pelo título brasileiro.
