Alexander Medina comparou o Maracanã ao Centenário, palco da final contra o Palmeiras
O técnico do Estudiantes (ARG), Alexander Medina, celebrou a vaga na final da Libertadores com uma referência à história do seu país. Depois de eliminar o Flamengo nos pênaltis, na quinta-feira (22), no Maracanã, o treinador comparou o estádio carioca ao Centenário, de Montevidéu.
As equipes empataram por 0 a 0 no Rio de Janeiro, mesmo placar da ida, em La Plata. Nas cobranças de pênalti, o time argentino venceu por 3 a 2. Agora, o Estudiantes enfrenta o Palmeiras na decisão, marcada para 28 de novembro, justamente no Centenário, no Uruguai.
Para mim, como o uruguaio, o Maracanã e o Centenário são dois templos da nossa história. Imagine o que eu sinto hoje por dentro, passar por um time brasileiro neste estádio e ir enfrentar outro brasileiro no Centenário. É uma experiência fabulosa que estamos vivendo, vamos nos preparar para estar à altura na final. Parece um filme, mas falta o último capítulo -, destacou Medina.
Medina liga Maracanã e Centenário à história do Uruguai
Em resumo, Medina nasceu em Salto, no Uruguai, e fez carreira como atacante, com passagens pelo Nacional (URU). Conhecido como Cacique, ele assumiu o Estudiantes em fevereiro de 2026, no lugar de Eduardo Domínguez. Antes disso, o treinador comandou o próprio Nacional, o Talleres (ARG), o Internacional e o Granada (ESP).
Vale ressaltar que os dois estádios citados por ele ocupam lugar central na memória uruguaia. Em 1950, a seleção do Uruguai venceu o Brasil no Maracanã e conquistou a Copa do Mundo. O episódio ficou conhecido como Maracanazo. Já o Centenário recebeu a final da primeira Copa, em 1930, quando os uruguaios também ficaram com o título.
Muslera pegou três pênaltis, e Flamengo não aproveitou superioridade
O Flamengo jogou com um atleta a mais desde os quatro minutos do segundo tempo. Na ocasião, Baltasar Rodríguez recebeu o segundo cartão amarelo e deixou o campo. Ainda assim, a equipe de Leonardo Jardim não conseguiu furar a defesa argentina. A melhor chance surgiu aos 36 minutos, quando Plata cabeceou livre e Muslera fechou o ângulo.
Por fim, nos pênaltis, o goleiro uruguaio defendeu as cobranças de Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique. Arrascaeta e Léo Pereira converteram para o Flamengo. Pelo Estudiantes (ARG), Sosa, Mancuso e Tiago Palacios marcaram, enquanto Cetré mandou por cima.
Arrascaeta, aliás, entrou no segundo tempo após cirurgia no punho esquerdo. Antes da partida, o meia ainda aparecia em recuperação de fratura. Dessa forma, a presença do camisa 10 na lista de relacionados de Leonardo Jardim surpreendeu.
Final no Centenário reedita decisão de 1968 contra o Palmeiras
A decisão de 28 de novembro coloca o Estudiantes diante de um adversário marcante em sua trajetória. Em 1968, o clube argentino conquistou a primeira Libertadores ao bater o Palmeiras em jogo de desempate no Centenário.
O Palmeiras, por sua vez, chegou à final após eliminar o Fluminense nos pênaltis, na quarta-feira (21). Além disso, o estádio de Montevidéu guarda uma lembrança amarga para o torcedor rubro-negro. Em 2021, o Flamengo perdeu a final para o próprio Palmeiras, por 2 a 1, na prorrogação, no Centenário.
Flamengo cai sem perder para o Estudiantes em 2026
Atual campeão, o Flamengo deixa a Libertadores sem derrota no tempo normal para o rival argentino nesta edição. Na fase de grupos, houve empate por 1 a 1 em La Plata e vitória por 1 a 0 no Rio. Na semifinal, vieram dois empates sem gols.
Segundo o próprio clube, o time chegou à semifinal invicto na competição. Ainda assim, a falta de gols nos 180 minutos contra o Estudiantes custou a chance do pentacampeonato.
Agora, a equipe de Jardim volta as atenções para o Campeonato Brasileiro. O próximo compromisso será contra o Atlético-MG, na segunda-feira (26), às 20h (horário de Brasília). Enquanto isso, o time de Medina visita o Unión (ARG) no mesmo dia, pelo Campeonato Argentino.
