Alexander Medina disse que o Flamengo escapou de cartões na Argentina
O técnico do Estudiantes (ARG), Alexander Medina, também reclamou da arbitragem após o empate por 0 a 0 com o Flamengo, na noite de quinta-feira (15), em La Plata. Dessa forma, na coletiva depois da ida da semifinal da Libertadores, o treinador afirmou que os rubro-negros deixaram de receber cartões. Contudo, o comandante não citou diretamente o lance de Lucas Paquetá, alvo do principal protesto argentino durante a partida.
Medina concentrou a crítica no excesso de faltas e na falta de fluidez do confronto: “Foi um jogo muito físico também. Eles fizeram muitas divididas. Cometeram muitas faltas, não houve muita fluidez no jogo, houve faltas táticas de ambos os lados e eles não receberam alguns cartões que deveriam ter recebido. Nas semifinais da Libertadores, ninguém vai facilitar as coisas”, disse Medina.
Em resumo, a reclamação mira o critério do paraguaio Juan Gabriel Benítez, que comandou o duelo no Estádio Jorge Luis Hirschi. O VAR ficou a cargo do também paraguaio Ulises Mereles. Do lado argentino, Benítez advertiu Ezequiel Piovi e Alexis Castro.
Estudiantes pediu vermelho para Paquetá
O lance mais tenso do jogo aconteceu aos 17 minutos do segundo tempo. Em uma disputa, Paquetá atingiu o rosto de Piovi. Os jogadores do Estudiantes cercaram o árbitro e cobraram a expulsão do meia. Benítez, porém, aplicou somente o cartão amarelo.
As descrições do contato variam. Segundo a CNN Brasil, Paquetá acertou Piovi com o ombro, e o VAR não recomendou revisão. Já o Lance! tratou a jogada como uma cotovelada. Depois disso, Leonardo Jardim substituiu o meia por Freitas.
Mesmo assim, Medina preferiu um diagnóstico geral sobre faltas e advertências. Em outro trecho da entrevista, o treinador valorizou a organização defensiva e afirmou que o Flamengo não criou chances em La Plata. De fato, o time carioca terminou a partida sem acertar uma finalização no gol de Muslera.
O amarelo de Paquetá ainda gera custo ao clube. Pelo regulamento, cada advertência na semifinal rende multa de US$ 500, como mostra o levantamento sobre a punição financeira da Conmebol ao Flamengo.
Flamengo também saiu na bronca com o árbitro
As queixas sobre Benítez não ficaram restritas ao lado argentino. Os rubro-negros reclamaram de um puxão em Paquetá e de um possível pênalti sobre Samuel Lino. Além disso, Alex Sandro e Léo Ortiz apontaram mudanças de critério ao longo dos 90 minutos.
Por sua vez, Jardim criticou a permissividade da arbitragem e disse que o árbitro só mostrou o primeiro amarelo no segundo tempo. O português resumiu assim o ambiente em La Plata:
— Foi um jogo dentro do que a gente esperava. Extremamente agressivo. Mais do que competitivo, agressivo. Muito difícil de jogar, vocês viram, muitos contatos. O árbitro permitia agarrar, dar porrada, deixou andar.
A arbitragem já era tema sensível no Estudiantes antes da semifinal. Na mesma quinta-feira, o Tribunal de Disciplina oficializou a suspensão de 3 meses ao presidente Juan Sebastián Verón. Segundo o Lance!, Verón e outros 2 dirigentes invadiram o gramado para confrontar o árbitro Darío Herrera. O episódio ocorreu na final da Supercopa Internacional, perdida por 3 a 1 para o Rosario Central (ARG).
Vaga na final será decidida no Maracanã
Flamengo e Estudiantes voltam a se enfrentar na próxima quinta-feira (22), às 21h30 (de Brasília), no Maracanã. Quem vencer avança à final da Libertadores. Em caso de novo empate, a vaga será decidida nos pênaltis.
Atual campeão, o Flamengo segue invicto na edição de 2026, com 7 vitórias e 4 empates. Antes da volta, o time de Jardim visita o Bahia no domingo (18), às 18h30, na Arena Fonte Nova. Enquanto isso, o Estudiantes recebe o San Lorenzo (ARG) no mesmo dia, pelo Campeonato Argentino.
Por fim, do outro lado da chave, Palmeiras e Fluminense disputam a segunda vaga. Na ida, o time paulista venceu por 2 a 1, no Maracanã, e leva vantagem para a volta.
