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*A matéria abaixo é uma publi
Casos recentes de fraudes direcionadas a torcedores de futebol já acendem o alerta entre especialistas em cibersegurança no Brasil. Explorando a paixão pelo esporte, criminosos têm criado diferentes tipos de armadilhas digitais, que vão desde ingressos falsos até plataformas de streaming fraudulentas.
Transmissões exclusivas em páginas suspeitas
Entre os golpes que mais podem atrair a atenção dos torcedores estão as falsas transmissões ao vivo. Quando determinada partida não está disponível em uma plataforma conhecida, criminosos aproveitam a situação para divulgar sites que prometem acesso gratuito e imagens em alta definição.
O risco aparece quando essas páginas levam o usuário a sistemas de pagamento duvidosos ou solicitam o download de aplicativos, extensões e reprodutores. Esses arquivos podem esconder malwares, capazes de comprometer senhas, informações bancárias e até contas de redes sociais.
Ofertas de ingressos abaixo do preço
A comercialização fraudulenta de ingressos também representa uma ameaça, principalmente em jogos de grande importância e competições internacionais. Os criminosos divulgam entradas por valores muito inferiores aos praticados normalmente, muitas vezes utilizando as redes sociais para se apresentar como vendedores legítimos.
Depois de conquistar a confiança da vítima, os golpistas costumam exigir o pagamento antecipado via Pix e deixam de responder após receber o dinheiro. O mesmo tipo de fraude pode envolver produtos relacionados ao futebol, como camisas falsificadas, figurinhas colecionáveis e lojas virtuais fraudulentas.
A Copa do Mundo de 2026 também foi utilizada como oportunidade para esse tipo de golpe. Durante a competição, pesquisadores encontraram 164 domínios fraudulentos que exploravam a popularidade do torneio, entre eles páginas que simulavam a venda de figurinhas da Panini.
Deepfakes usam jogadores famosos como chamariz
Outro problema que ganhou força envolve vídeos falsificados com jogadores e outras personalidades do futebol. Por meio dessas produções, criminosos podem fazer atletas parecerem divulgar serviços, produtos ou até declarações que nunca fizeram.
O avanço da inteligência artificial tornou esse tipo de conteúdo mais convincente e dificultou a identificação das fraudes. Em 2026, por exemplo, os ataques envolvendo deepfakes aumentaram 126% no Brasil.
Como evitar os golpes
Diante do crescimento dessas ameaças, especialistas em segurança digital e órgãos como o Procon recomendam cuidados básicos para reduzir os riscos durante a navegação.
Usar uma VPN
Uma VPN online cria uma conexão criptografada entre o dispositivo do usuário e o servidor acessado. Dessa forma, torna-se mais difícil para terceiros interceptarem os dados, principalmente quando a pessoa utiliza redes Wi-Fi públicas.
A tecnologia também pode ocultar o endereço IP acessado pelos sites, dificultando o rastreamento da localização. Além disso, a possibilidade de conexão com servidores de outros países pode ser útil para viajantes que precisam acessar plataformas disponíveis em determinadas regiões e para contornar limitações de banda aplicadas por alguns provedores.
Conferir a origem dos sites
Antes de entrar em páginas desconhecidas que ofereçam transmissões esportivas ou ingressos, o usuário deve verificar a procedência do endereço. Ofertas muito abaixo dos valores praticados no mercado merecem atenção redobrada, pois podem indicar uma tentativa de fraude.
Sempre que possível, a recomendação é utilizar sites oficiais e aplicativos verificados para realizar compras ou acompanhar partidas.
Reforçar a segurança das contas
Também é importante adotar medidas para impedir que contas pessoais sejam invadidas e utilizadas na disseminação de golpes. Entre as principais recomendações estão o uso de senhas diferentes para cada serviço, a ativação da autenticação em dois fatores e a atualização constante de celulares, navegadores e programas de segurança.
Outra medida importante é não instalar arquivos de origem duvidosa. Downloads desse tipo podem esconder softwares maliciosos. Uma emissora legítima, por exemplo, não deve exigir que o usuário instale uma extensão ou aplicativo desconhecido a partir de um endereço não oficial.
Pensar antes de compartilhar
A proteção não depende apenas das configurações de segurança. O próprio usuário pode contribuir para a disseminação de golpes ao encaminhar notícias, vídeos e links suspeitos para familiares e amigos.
Muitas ameaças digitais se espalham justamente por meio de pessoas conhecidas que compartilham conteúdos sem verificar a origem. Por isso, antes de encaminhar uma suposta declaração de um jogador ou uma notícia urgente, é importante confirmar a informação em fontes confiáveis.
O torcedor brasileiro não precisa deixar de acompanhar o futebol para manter sua segurança no ambiente digital. Ao combinar atenção, fontes confiáveis e cuidados básicos, é possível continuar acompanhando o time sem cair nas armadilhas criadas por criminosos virtuais.
