Vasco x Flamengo: ingressos à venda com 90% para o mandante no Nilton Santos, após o Fla dividir a carga meio a meio no Maracanã
O Vasco iniciou neste sábado (24) a venda de ingressos para o clássico contra o Flamengo, pela 33ª rodada do Brasileirão. A partida será na quinta-feira (29), às 20h, no Estádio Nilton Santos. A torcida rubro-negra terá direito a apenas 10% da carga, contra 90% para os vascaínos.
Os sócios do Vasco puderam comprar a partir das 15h deste sábado. Mas o público geral só terá acesso na segunda-feira (26), também às 15h. A CBF confirmou o local da partida no mesmo dia da abertura das vendas.
Ingressos de Vasco x Flamengo: o acordo que valeu só no primeiro turno
A divisão contrasta com o que aconteceu no primeiro turno. Na ocasião, o Fla foi mandante no Maracanã e entregou o setor Sul aos vascaínos. Dessa forma, cumpriu o acordo firmado em 2025, que previa carga e renda divididas igualmente nos dois jogos do Brasileirão.
Pelo mesmo acordo, o Vasco deveria agora destinar o setor Norte do Maracanã aos rubro-negros. Contudo, o clube preferiu trocar de estádio e, de quebra, de matemática. No Nilton Santos, a regra dos 50% simplesmente desapareceu.
O Maracanã que o Vasco tanto quis
A escolha chama atenção pelo histórico recente. O Vasco travou uma disputa com a administração do Maracanã, feita pela Fla-Flu Serviços, para mandar jogos no estádio. Na semifinal da Sul-Americana contra o Boca Juniors, o clube recorreu à Justiça e conseguiu a liberação.
No entanto, diante do Rubro-Negro, o Maracanã deixou de interessar. O clube queria São Januário, mas as autoridades de segurança e a CBF não autorizaram. Assim, a opção foi o estádio do Botafogo, com quem o Vasco tem contrato de aluguel até 2028.
O imbróglio tem origem no próprio acordo de 2025. O consórcio que administra o Maracanã não assinou o documento e contesta sua validade. Ainda assim, o Fla cumpriu a sua parte. Entretanto, mesmo com a definição do local, o secretário da Polícia Militar, coronel Sylvio Guerra, procurou a CBF para indicar o Maracanã como alternativa.
