Os eleitores do Flamengo deixaram uma mensagem bem clara nas urnas do clube, na última segunda-feira, quando mantiveram na presidência Eduardo Bandeira de Mello e rechaçaram de maneira incisiva – quase o dobro de votos, 1.632 a 834 – a proposta de Wallim Vasconcellos. Que vem a ser a seguinte: sanear o clube, honrar os compromissos, tudo isso é válido e desejável. Mas sem transformar o clube num banco, numa indústria, num supermercado… Futebol há um dado de paixão que o diferencia do modelo em que o grupo de Wallim acredita. Ninguém torce para empresa, ninguém torce para indústria, ninguém torce para supermercado, mas para o Flamengo é gente que não acaba mais torcendo.
A mensagem torna-se ainda mais firme quando se pensa em quão tentador é ver a quantidade de empresários bem-sucedidos no grupo de oposição, cujos recursos poderia montar uma seleção para o Flamengo. Ou ainda quando se sabe que o maior ídolo do Flamengo, Zico, apoiou Wallim. Mas, além da questão do conceito de administrar, os eleitores pensaram: a oposição era situação há bem pouco tempo, e onde mais gastou no futebol foi com Carlos Eduardo. Outra: o caso Jorge Samapoli não foi digerido, ficou muito mal explicado, muito feio mesmo… e pode ter sido decisivo.
Votou-se, pois, num meio termo. O que Bandeira precisa é ter a competência para fazer esse meio-termo voltar-se para um fim e fugir de outro. Primeiro a última: é preciso fugir dos apoios oportunistas. De gente que já afundou o Flamengo e não ganhou nada. Ou gente que até ganhou muito mas que acha que ainda é possível ganhar pensando e agindo como nos anos 80. E gente que tem poucas anotações na carteira de trabalho e quer continuar vivendo do clube. Desses, o melhor é a distância.
O fim buscado: um futebol forte. O Flamengo não pode mais entrar nas competições sem pensar em vencê-las. Mais uma gestão em que o futebol fique em segundo plano e Eduardo e seu grupo sairão do comando.
P.S. E, presidente Bandeira, não continue dando as costas aos milhões cujos ancestrais forjaram a paixão que levou o Flamengo a ser o maior fenômeno popular do país. Vamos conseguir aquele espacinho no Maracanã com ingressos populares. O clube já tem condição de subsidiar isso e deixar de ser ingrato com a maior parte de sua torcida.
Fonte: Entre as Canetas

Primeiro: em 2016 dificilmente ganharemos alguma coisa, não teremos o Maracanã por boa parte do brasileiro e copa do Brasil. Se começarmos agora com essa frenética ânsia imediatista por
ganhar campeonatos não chegaremos
Falou tudo. Este ano vamos que ter paciência pois não vamos quase ter mando de campo e vamos jogar muito em arenas de outros estados e isto, apesar do Flamengo ser um clube de torcida nacional, vai desgastar muito a parte física do elenco por causa de muitas viagens e pouco tempo p descanso.