Alexandre Kalil, CEO da Primeira Liga, crê que o Cruzeiro ainda pode retornar à competição. Nesta sexta-feira, o executivo do torneio explicou por que Gilvan de Pinho Tavares optou pela saída de seu clube da competição e avaliou a sua saída como uma “ajuda à Confederação Brasileira de Futebol”, instituição que ele classifica como “quadrilha”.
Questionado sobre a saída do clube mineiro da Primeira Liga, que a princípio contará com clubes de Minas Gerais, da Região Sul e a dupla Fla-Flu, o dirigente criticou a opção do cruzeirense.
“Isso é dar força para quem está enquadrado para o FBI como quadrilha. Isso é ajudar os investigados, é ir contra quem quer mudar o futebol brasileiro. Isso é ficar ao lado de quem está sendo investigado”, afirmou em entrevista à Rádio Itatiaia.
Sobre o anúncio feito por Gilvan de Pinho Tavares nessa quinta-feira, durante a apresentação de Deivid como técnico, Kalil falou:
“Recebo com surpresa, porque quando eu fui àquela reunião no Cruzeiro, eu fui para me demitir, porque agrediram minha família e eu não queria me meter nisso, ele me puxou e me disse que tínhamos um compromisso com o futebol brasileiro e que não poderia sair de jeito nenhum antes de acontecer o primeiro torneio. Houve um lado na primeira reunião que os clubes trabalharam em prol do presidente do Atlético do Paraná, tanto que eu mesmo tentei mudar para que ele não saísse da presidência, para que ele continuasse com o Mário (Celso Petraglia). Ele ficou magoado”, disse.
“Agora temos televisões unidas de um lado e outras de outro. Comercialmente, isso é um desastre comercial. Li que os presidentes do Flamengo e do Fluminense tentaram demovê-lo. Prepararam um edital e ele estava despreparado. O mandato dele acaba agora no dia 31 de dezembro. É um direito do presidente do Cruzeiro, eu não entro no mérito. O regimento do estatuto manda isso”, acrescentou.
Mesmo com a saída do Cruzeiro confirmada no decorrer desta semana, o CEO da Primeira Liga garante que vai entrar em contato com Gilvan de Pinho para entender a sua posição e tentar demovê-lo da ideia de desistência do torneio: “Eu vou ligar para ele, mas acho que a posição dele tem que ser colocada para os presidentes dos clubes”.
Fonte: UOL
