Com três meses de Flamengo, o argentino Lucas Mugni ainda é uma incógnita no clube. Sem uma sequência de jogos pelo time, ele segue entre altos e baixos, sem conseguir mostrar de fato a que veio. Ainda curtindo a boa performance contra o Palmeiras, o meia vislumbra a oportunidade de finalmente se firmar a partir de agora. E a inspiração vem justamente do lado do adversário de domingo: o tricolor Conca.
Mugni pede ajuda de Jayme para se firmar: “Preciso jogar.”
— Difícil poder fazer tudo o que Conca fez. Ele jogou demais. Eu via todos os jogos dele, do D’alesandro. Todo argentino jogando no Brasil eu via. Vou tratar de trabalhar muito e não prometer nada. Como dizem na Argentina, são palavras ao vento.
As semelhanças entre os dois não param na nacionalidade. Após seus três primeiros meses no futebol brasileiro, Conca, hoje ídolo do Fluminense, ainda passava por altos e baixos no Vasco. Estava longe de ocupar o status de craque.
Nos números, os dois também se equivalem. Mugni disputou, até agora, 15 jogos, sendo dez como titular, e marcou três gols. Já Conca, no mesmo período, disputou duas partidas a menos, sendo 11 como titular e marcou o mesmo número de gols.
— Pessoalmente, acho que o ritmo e a forma de jogar no Brasil são diferentes. Tem muito campo para correr, os gramados são maiores. Conca jogou na Argentina e no Chile, onde os gramados são menores e se corre menos, com times mais fechados — comparou Mugni.
Em seu início no Flamengo, Mugni já despertou mais atenção do mercado do que o próprio Conca. Há um mês, o Flamengo recebeu uma sondagem de um clube interessado no meia. O que faltaria a ele, então, para despontar? Para o apoiador, faltam mais oportunidades de Jayme.
— Com certeza, preciso me firmar. Mas para isso preciso jogar. E, para jogar, dependo do treinador.
Fonte: Extra Globo
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