A torcida do Flamengo sofreu com o futebol em 2015. Se por um lado a diretoria conseguiu dar prosseguimento à melhora das finanças, por outro o carro-chefe do clube deixou muito a desejar. Foram duas eliminações para o Vasco – no Carioca e na Copa do Brasil -, campanha pífia no Brasileirão – terminou apenas na 12ª posição – e três técnicos derrubados. Mas o início da temporada, por incrível que pareça, chegou a animar. A promessa para 2016 é de mudança total, que já foi iniciada com a chegada de Muricy Ramalho. O GloboEsporte.com selecionou os 13 principais momentos rubro-negros no ano, que você pode ver a seguir.
É CAMPEÃO!
O ano de 2015 até que começou animador para o Flamengo. O Rubro-Negro derrotou primeiro o Vasco por 1 a 0, depois o São Paulo pelo mesmo placar para se sagrar campeão do Torneio de Manaus, competição amistosa que encerrou a pré-temporada do grupo no fim de janeiro.
DESPEDIDA DE UM ÍDOLO
Após 10 anos de Flamengo, o lateral-direito Léo Moura se despediu do clube no início de março em amistoso com o Nacional, do Uruguai. A torcida mostrou o grande carinho pelo ídolo e compareceu em peso ao Maracanã (mais de 30 mil pessoas) para ver a vitória por 2 a 0. O camisa 2 foi para o Fort Lauderdale Strikers, dos EUA, mas o projeto não deu certo. Na sequência, uma quase transferência para o Vasco irritou muitos rubro-negros e acabou arranhando a imagem de Léo. Hoje o jogador está no FC Goa, da Índia.
“AMORDAÇADO”
Então técnico do Flamengo, Vanderlei Luxemburgo fez críticas à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) durante o Campeonato Carioca e, no fim de abril, foi suspenso por dois jogos pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ). A frase “tem que dar porrada na federação”, no sentido de criticá-la, foi tirada de contexto – ao sentido literal – para justificar a punição. Irritado, Luxa disse que não iriam calá-lo, fez um pronunciamento para a imprensa e, de forma simbólica, colocou um esparadrapo na boca ao se dizer censurado.
PRIMEIRA QUEDA PARA O VASCO
A temporada foi bastante negativa para o Flamengo em relação ao clássico com o Vasco. A primeira frustração ocorreu na semifinal do Campeonato Carioca, onde foi eliminado após empate por 0 a 0 e derrota por 1 a 0.
LUXA FORA
O Campeonato Brasileiro não começou bem para o Flamengo, que demorou a conquistar a primeira vitória. Logo após a terceira rodada, o técnico Vanderlei Luxemburgo foi demitido – Cristóvão Borges assumiu em seu lugar. E olha que, poucos dias antes, Luxa havia acreditado no projeto rubro-negro e recusado proposta tentadora do São Paulo. Acabou se decepcionando.
NOVO ÍDOLO INSTANTÂNEO
A torcida ganhou um novo ídolo no começo de julho: Paolo Guerrero. Contratado com pompas de craque, o peruano não decepcionou e mostrou a que veio logo na estreia, com gol e assistência na vitória sobre o Internacional em Porto Alegre. Nos três primeiros jogos, foram três gols, e a boa fase lhe rendeu até música: “Acabou o caô! O Guerrero chegou!”. O que veio depois, por outro lado, foi o outro lado da moeda. O camisa 9 parou de balançar a rede e, atrapalhado por lesões, terminou a temporada em jejum e criticado nas arquibancadas.
OUTRO TOMBO E CRISTÓVÃO FORA
No fim de agosto, após derrota por 1 a 0 e empate por 0 a 0, o Flamengo de novo foi eliminado pelo Vasco, dessa vez nas oitavas de final da Copa do Brasil. O resultado custou o cargo de Cristóvão Borges, que deu lugar a Oswaldo de Oliveira.
DEIXOU CHEGAR…
Com seis vitórias nos seis primeiros jogos de Oswaldo de Oliveira no Brasileirão, o Flamengo conseguiu enfim alcançar o G-4, o que não acontecia desde o final de 2011. Boa parte da torcida se empolgou de forma exagerada e passou a falar até em título.
(RE)INÍCIO DA DERROCADA
Com recorde de público no Brasileirão, o Flamengo recebeu o Coritiba em Brasília e teve interrompida sua série de vitórias. Perdeu por 2 a 0, resultado que deu início à péssima sequência que tirou qualquer chance de G-4.
“BONDE DA STELLA”
O fim de outubro reservou o episódio mais polêmico do ano. Pará, Alan Patrick, Everton, Marcelo Cirino e Paulinho foram a uma festa logo após um treino pela manhã – e em meio à péssima fase do time -, o caso veio a público, e o quinteto que ficou conhecido como “Bonde da Stella” foi afastado pela diretoria e multado em 30% do salário. Uma semana depois foram reintegrados, mas seguiram perseguidos em campo pelos torcedores.
CONSTRANGIMENTO DE OSWALDO
Enquanto Oswaldo de Oliveira não conseguia dar jeito no time, que ficou devendo até mesmo em termos de raça, a diretoria já buscava outro técnico para 2016. O treinador demorou a ser avisado de que não ficaria e ficou bastante incomodado com as notícias que saíam na imprensa. Chegou a acordo para sair na véspera da penúltima rodada do Campeonato Brasileiro. O auxiliar técnico permanente do clube, Jayme de Almeida, assumiu interinamente.
BANDEIRA REELEITO
Em eleição marcada pelo racha na Chapa Azul, que deu origem à Chapa Verde do ex-aliado Wallim Vasconcellos, e pelo dia tranquilo de votação, Eduardo Bandeira de Mello se reelegeu presidente do Flamengo para o triênio 2016-17-18. Ele também derrotou a Chapa Branca, de Cacau Cotta.
NOVA ERA: “AQUI É TRABALHO”
Logo após o fim do Brasileirão e a vitória de Bandeira de Mello, o Flamengo anunciou oficialmente aquilo que já havia sido acertado verbalmente mais de uma semana antes. Muricy Ramalho foi apresentado para dar início a uma nova era no futebol, que deixou muito a desejar nos últimos anos reconhecidamente pela diretoria. A torcida espera um 2016 muito melhor do que foi o melancólico ano de 2015.
Fonte: GE
