A necessidade de vencer a primeira partida no Brasileiro não intimidou Jayme de Almeida. O técnico fez uma opção ousada ao armar a equipe com quatro atacantes. Mas ao notar que faltava um elo de ligação entre Negueba, Paulinho, Nixon e Alecsandro, especialmente saindo atrás do placar no primeiro tempo, não hesitou em voltar ao tradicional e lançar Lucas Mugni, que entrou e mudou a partida.
— Não é fácil sair perdendo duas vezes e virar — começou afirmando, para embasar a tese de que, não apenas a parte tática, mas a entrega também foi a chave para o resultado.
— As ideias acontecem, não gosto de inventar. Tentei fazer uma coisa. Tem que perceber que não deu certo, voltar atrás, ainda bem que voltou de uma maneira boa — disse.
A ideia a que Jayme se refere era deixar Negueba e Paulinho batendo de frente com os laterais do Palmeiras. Nixon faria o lado do campo e Alecsandro estaria mais na área. As vaias no intervalo, quando o jogo estava 2 a 1, foram o sinal de que era preciso rever os conceitos.
— Eu respeito o torcedor. Quando não funciona eles reclamam mesmo. Já xinguei muito treinador. As vezes não sabem o que pretendemos e pensam que estou querendo inventar. Não deu certo, mas depois andou bem — reconheceu o técnico, sempre citando a confiança em suas convicções.
Uma delas é de que o campeonato está equilibrado e o próximo adversário, o Fluminense, não assusta, apesar da boa fase.
— A verdade é que não tem essa disparidade toda no Brasileiro. Falam aí que o Fluminense é o melhor time do mundo. Mas pode perder, como perdeu — finalizou Jayme, citando a derrota para o Vitória, a qual ele tomou conhecimento através de um amigo.
— Me ligou dizendo que a filial ganhou, por causa do vermelho e preto — brincou.
Fonte: Extra Globo

