O Flamengo vai usar toda a sua popularidade nacional para não sofrer com a ausência do Maracanã em 2016. O clube admitiu ontem ficar sem lugar para jogar no Rio já a partir de janeiro, e colocará em prática um calendário itinerante que começa contra o Ceará, no próximo dia 21, na disputa da Taça Asa Branca na Arena Castelão.
As alternativas para não haver tanto deslocamento, o Ítalo Del Cima, em Campo Grande, e o Luso Brasileiro, na Ilha do Governador, só seriam viáveis, provavelmente, em outubro, porque precisam passar por reformas. Até lá, a ordem é viajar.
— Esses projetos alternativos continuam em pauta mas estão mais difíceis. Seriam para o Brasileiro. Para o Estadual, a Liga Rio-Sul-Minas e a Copa do Brasil não seriam viáveis. Avaliamos alternativas. Se esperava contar com o Maracanã até abril, e podemos ter que pensar em algo para janeiro e fevereiro — admitiu o presidente Eduardo Bandeira de Mello.
No Rio, os estádios de Volta Redonda e Macaé são as primeiras opções, mas o dirigente frisou a intenção de atuar também fora no primeiro semestre, em locais como como Brasília, Fortaleza, Cuiabá e Vitória. No Estádio do Arruda, o Flamengo encara o Santa Cruz em amistoso dia 24, antes de fazer a estreia na Liga Sul-Minas-Rio, no dia 27, contra o Atlético-MG, fora de casa. Na partida com mando de campo, a ideia também é vender para alguma praça fora do Rio.
O técnico Muricy Ramalho não escondeu a decepção por não ter o Maracanã, mas preferiu não se lamentar.
— É ruim. Não adianta enganar o torcedor. Faz falta, é a nossa casa. É fundamental jogar no seu campo, ainda mais no Brasileiro. Mas não vou fazer de muleta. Vamos buscar soluções — disse.
O modelo de negócio das partidas fora do Rio será o mesmo do ano passado. O Flamengo receberá uma cota fixa pelos jogos contra Ceará e Santa Cruz. Os amistosos e a Liga Sul-Minas-Rio serão alternativa ao lucro baixo do Campeonato Estadual, que o clube disputará com equipe reserva. A diretoria fortalece o time e os cofres, mas os principais jogadores, a torcida carioca verá só na Gávea, como no treino de ontem.
Fonte: Extra

Não entendi qual foi a justificativa de interdição do maracanã já em janeiro…
deve ser pq a concessionaria que administra largou o estadio, sem as reformas necessaria pra as olimpiadas, e agr caso o governo vá fazer novas licitações não darão tempo, entao o governo deve arcar com o planejamento e tomar de conto do maracana ate o fim das olimpiadas, antecipando o fechamento e tentando adiantar as obras de remediação.
acho que foi isso!
Pelo que venho acompanhando, há as versões oficiais e oficiosas: a
oficial é de que o Consórcio está se antecipando ao período em que terá
que ceder o Maracanã ao COI e está dispensando os funcionários. A
oficiosa é que o Consórcio na verdade está desistindo do contrato.
De
toda forma, sem o consórcio não há como o estádio ser utilizado, já que
sem ele não há serviços de limpeza, bilheteria, manutenção, segurança,
etc. Uma alternativa seria o Estado do RJ assumir a operação do estádio
através da SUDERJ até Abril (data que o COI realmente precisa do
Estádio) mas em virtude da dificuldade financeira enfrentada pelo
Governo, isso é quase impossível.
As reformas citadas pelo colega
no outro comentário se referem somente ao Maracananzinho (construção de
uma quadra de aquecimento e iluminação) e ao Julio Delamare (reforma
nas arquibancadas), o estádio não necessita de reformas, somente a
sinalização visual das Olimpíadas mesmo. Portanto isso não seria motivo
de interdição.
Na verdade o Consórcio está forçando uma situação
para tentar o perdão de suas obrigações por parte do Governo do Estado e
com isso prejudica todos os clubes.
Ao meu ver, o Flamengo só
tem 2 opções: 1) a ideal seria reformar um estádio pequeno no RJ, aliás
não entendo como até agora não pensaram em Edson Passos, que ao meu ver
tem melhores condições que Italo del Cima e Luso Brasileiro. Estive lá
vendo uns jogos do América na série B do RJ e aparentemente as reformas
teriam que ser apenas no gramado e na iluminação. Talvez vestiários e
cabines de imprensa também precisassem de reforma mas nada tão
alarmante. Até as ruas de acesso hoje são pavimentadas e melhor
iluminadas. Ao meu ver seria o lugar perfeito.
2) ou então
escolher uma ”sede” e mandar todos os seu jogos nessa cidade, levando
inclusive toda estrutura de treino, seria algo como mudar de cidade
mesmo pois se o time treinar no RJ e jogar no DF por exemplo o desgaste
será grande.
Ao meu ver as cidades ideais para serem a ”sede” do clube em 2016 seriam Fortaleza ou Brasilia, já que não
há clubes dessas cidades na série A e possuem estádios com mais de 50
mil lugares e por possuírem vários estádios para treinos.
Jogar
em Volta Redonda e Macaé ou então virar ”time itinerante” só vai
trazer desgastes e jogar por terra uma temporada que tem tudo pra ser de
sucesso.
Péssima notícia. ..
Será muito foda… Sem casa, a perda técnica será uma certeza!