Quando escolhemos e somos escolhidos pelo FLA-MEN-GO nada mais nos interessa. Só nós dois, apenas dois, eternamente. Essa é a nossa relação com ele. Os títulos eu que conquistei. O Maracanã eu que lotei. Os gols eu que comemorei. Os jogadores eu que escalei. O manto eu que vesti. Só nós dois, apenas dois, eternamente. Eu e o FLAMENGO. Sem aventuras, sem ilusão, sem outras procuras. Apenas eu e o FLA-MEN-GO. Esse é o meu sentimento. E de milhões. Não nos interessa o voo do urubu-drone, do urubu-fake, do urubu-dos-views, do urubu-dos-acessos, do urubu-do-canal, do urubu-do-tietê, do urubu-desimpedido. A carniça deles é monetizada. A nossa é por títulos. Por isso, a anti-ação de marketing promovida pelo “além”, sem a aprovação do F-l-a-m-e-n-g-o, sai das redes sociais para entrar para a história dos cases mais bizarros de promoção de um produto. No caso, um produto sagrado. E lá vem o Flamengo com uma nota que indica aprovação da pior ação de todos os tempos (e eu achei que tinha sido aquela que promovia um “novo” título mundial). Com um discurso que indica uma meia verdade. E o velho perigo: o de ter divulgado exatamente a metade que é MENTIRA.
Devemos trocar ideias, e mudarmos de ideias. Nós dois. E se assim procedermos. Seremos felizes. Ainda dá tempo de fazer um bom trabalho na comunicação do Clube. O triênio dura muito tempo. Quase igual ao futuro do Althusser. Mas dura para aqueles que amam o Flamengo. E amar o Flamengo exige respeito. E comprometimento. Por isso que a imprensa da Zona Leste de São Paulo não achou “nada demais” no vídeo. Por isso que o comentarista do Morumbi achou exagerada a reação da torcida. Por isso que o torcedor de OUTRO time riu desimpedido da nossa cara. Não tem amor neles. Ao contrário do nosso Vice-Presidente que vê raiva estagnada no twitter, eu vejo paixão acumulada. E é dela que tratamos aqui. É por conta dela que REPUDIAMOS um vídeo que RIDICULARIZA SIM o nosso clube, o nosso manto, o nosso NOME.
Onde não puderes amar não te demores. É uma frase poderosa. Serve para o Arão, o Araújo, o Guerrero, o Pará, o Cirino, o Muricy, serve até para o Mancuello. Serve para o patrocinador de camisas, para o site de piadinhas sem graça, para o jornalista que acha tudo “normal”. Serve para os que não podem amar o Flamengo. Como EU amo. Como você ama. Como amam meus 11 leitores. E desse amor nós entendemos muito bem. Que não demorem muito no Flamengo os que não podem amá-lo. Quem não sabe fazer parceria, fechar negócios, analisar contratos, escolher bem aqueles que vão OUSAR divulgar o F l a m e n g o nós perdoamos. Nós temos perdão estagnado no coração rubro-negro. Mesmo por aqueles que não AMAM o Flamengo? Por esses, lamentamos. Essa semana descobri que Cartola e Zica casaram numa paróquia aqui do bairro, na Glória. Essa notícia mexeu comigo. Só de pensar em TUDO que veio depois desse casamento. Que mexe comigo HOJE até hoje cada vez que escuto NÓS DOIS. Assim é o FLAMENGO. Como um samba do mestre Cartola. DO MORRO. DA FAVELA. DO SEMI-ANALFABETO. E ainda assim: ETERNO. Com volante ou sem volante. Com zagueiro ou sem zagueiro. Com promessas ou sem promessas do rodo do Godinho. Enquanto o Flamengo não voltar a jogar eu sigo com meu PEITO VAZIO. “Nada consigo fazer quando a saudade aperta. Foge-me a inspiração, sinto a alma deserta. Um vazio se faz em meu peito. E de fato eu sinto em meu peito um vazio. Me faltando as tuas carícias. As noites são longas. E eu sinto mais frio.”
Pra vocês,
Paz, Amor e FLAMENGO.
Vivi Mariano
Fonte: República Paz e Amor
