Com mudanças no torneio continental oficializadas pela Conmebol, a CBF alterou o G4 do campeonato nacional para G6, que pode se tornar G7
Se classificar para a Libertadores por meio do Campeonato Brasileiro nunca foi uma tarefa fácil. Eram apenas quatro vagas, na melhor das hipóteses cinco, algo complicado em um torneio que, por mais que não tenha um nível técnico e tático dos mais elevados, tem o equilíbrio como uma de suas grandes virtudes. A briga sempre foi acirrada e a diferença do quarto, às vezes até do terceiro e do segundo colocado, para o quinto, o sexto e outras equipes que ficavam perto do sonho continental era pequena – o que não significa, necessariamente que o sexto lugar fez uma ótima campanha, de muito destaque.
No entanto, isso mudou em 2016. A Conmebol confirmou que a Libertadores em 2017 já terá muitas mudanças. O torneio será disputado de fevereiro a novembro e terá 44 clubes. Com isso, o Brasil, como a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) confirmou, terá sete vagas na competição continental (seis via Brasileirão e uma via Copa do Brasil, no entanto, caso o campeão do mata-mata fique entre os seis primeiros do campeonato por pontos corridos, sete clubes vão se classificar). A lamentável final em jogo único ainda não foi confirmada, assim como a participação dos times mexicanos.
Sobre a decisão em jogo único, por sinal, a ideia é completamente imbecil, péssima e não faz sentido. A realidade da América do Sul é diferente da realidade europeia. A Libertadores é diferente da Champions League em vários sentidos. A maioria esmagadora dos torcedores não tem uma realidade financeira que permite ter muitos gastos para viajar para outro país afim de ver seu time disputar uma final de Libertadores – algo que não acontece todo dia. Uma decisão em jogo único também atacaria e iria contra a essência da competição. Fora que é lamentável privar o torcedor de acompanhar seu clube e empurrar sua equipe em um jogo mágico e tão aguardado em casa. Acaba com a mística, a festa e tira uma enormidade do charme e da beleza.

As decisões criam inúmeros debates e situações. A Libertadores mais longa é um atrativo interessante, mas o já complicado e ridículo calendário do futebol brasileiro precisará ser – já era antes, agora mais do que nunca – totalmente modificado. A presença de mais clubes é algo bom por um lado, mas por outro, facilita que equipes medianas, com campanhas sem muito destaque em seus países, consigam disputar o torneio continental. O nível técnico da Libertadores que, convenhamos, já não é essas coisas, principalmente na fase de grupos, com muitos times fracos, pode piorar ainda mais, por mais que a mística, a emoção e a entrega da competição sejam fenomenais.
O fato é que no Brasil nunca foi tão fácil se classificar para a Libertadores como é agora, e nas últimas 10 rodadas do Brasileirão 2016, teremos um campeonato totalmente diferente. Alguns clubes se deram bem com isso. Quando ainda estávamos na era do G4, com Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG lutando pelo título brasileiro e praticamente garantidos no torneio continental, apenas a quarta vaga via Brasileirão estava aberta, com o Fluminense tentando ameaçar o Santos e tendo chances de conseguir um lugar na Liberta mesmo com o quinto lugar, já que existe a possibilidade de Galo, Peixe e Verdão conquistarem a Copa do Brasil.
Agora, porém, tudo mudou. O Fluminense já é um forte candidato a conseguir se classificar para a Libertadores, assim como o Atlético-PR, que antes parecia ser um time que faria uma boa campanha diante de sua realidade e da expectativa antes do início do Brasileirão. Corinthians e Grêmio, em fases ruins, pareciam fadados a terminar o torneio nacional com uma campanha decepcionante, mas agora estão apenas dois pontos atrás do Furacão, que no sexto lugar, está na zona de classificação para a competição continental.
O Botafogo, oitavo colocado, que faz excelente returno, estava celebrando uma boa campanha em sua volta ao primeiro escalão do futebol brasileiro, mas agora já sonha com uma vaga na Libertadores. Até mesmo Ponte Preta e Chapecoense – três e quatro pontos atrás do Atlético-PR, respectivamente -, que antes celebravam campanhas boas diante de suas realidades, agora podem sonhar com a vaga na competição continental, e isso estando na 10ª e 11ª posições atualmente.
A vaga na Libertadores nunca foi tão fácil de se conquistar. Convenhamos, Atlético-PR, Botafogo, Chapecoense, Ponte Preta e até mesmo o Corinthians possuem equipes medianas. Existem alguns bons nomes e atletas talentosos, mas no geral, os elencos são medianos. O Grêmio tem talento, mas vive péssima fase, e o Fluminense, apesar de ótimos nomes no meio-campo e Gustavo Scarpa voando, não tem um centroavante e possui problemas defensivos. No geral, o Flu também tem uma equipe mediana, mas com alguns jogadores que fazem a diferença, principalmente o seu camisa 10. Além disso, tirando Corinthians e Grêmio, que decepcionam, todos os outros fazem campanhas também medianas, mas que consideramos boas por conta da realidade e expectativa para o desempenho dos clubes antes do início do Brasileirão.
Fonte: Goal

Na minha opinião, as mudanças na Libertadores tiram um pouco da graça do Brasileirão.
A partir do ano que vem podemos ter 9 representantes na Libertadores, caso ganhemos Sulamericana e Libertadores, inclusive havendo possibilidade de um G-9. Ou seja, a partir de 2017, um time que faz uma campanha bem mais ou menos de nono lugar pode ter a chance de disputar a pré-Libertadores, competindo por uma vaga com times que ficaram em 4º e 5° lugar no Brasileiro.
Até semana passada, a disputa era pra estar entre os 4 melhores. Agora a disputa será realizada na parte central da tabela, a partir do 7º lugar. Querendo ou não, isso diminui a “vontade” de ir pras cabeças do campeonato, pq times já vão se contentar com um sexto lugar.
Olá, eu acho que vai acontecer o contrário, o campeonato vai ficar mais competitivo uma vez que times que geralmente ficam entre 8º a 12º lugar quando já estavam livre do rebaixamento e não tinha chance de libertadores tirava o pé do acelerador. Agora o campeonato vai ficar disputado até a última rodada. Hoje times como (Corinthians 7º com 41 pontos até Coritiba 12º com 36) têm chance de chegar na Libertadores, já que o Atlético PR que é o 6º tem 42 pontos. Do ponto de vista técnico, ano que vem com a Libertadores até novembro, corre o risco de um time brasileiro chegar na final da Libertadores lutando para não cair, pois acredito que quem estiver disputando as duas competições vai priorizar a libertadores.
Para a Libertadores de 2017 isso sim é levado em consideração, mas se o calendário Brasileiro não for modificado completamente em 2017, corre o risco de um time está na fase decisiva na Libertadores e lutando para não cair no Brasileiro. Dessa forma, acredito que o Brasil perderá o protagonismo. É só observar hoje a Sul Americana, sempre disputadas por time de segundo escalação do Brasil e/ou pelos grande que encontram uma zebra na Copa do Brasil. Além disso muitos ainda colocam time misto, seja porque estão na ponta ou na parte de baixo da tabela. Acho que ano que vem poderemos ver um time Chegar na final da Libertadores e cair par a 2ª Divisão.
Isso é bom e ruim. Ruim pq não vai ser tão difícil ir pra liberta, porém ninguém sabe se o Fla vai brigar pela parte de cima ano que vem (Já que vai dar prioridade a libertadores). Caso o Fla seja eliminado ano que vem (tomara que não) podemos correr atrás do prejuízo pra participar da liberta seguinte