A exposição interativa Fla Experience ganhou mais uma peça para seu acervo de memórias e glórias rubro-negras. Celso Santos doou nesta semana uma camisa de jogo usada em 1976 pelo Maestro Junior, seu amigo pessoal e padrinho de casamento. No aniversário de Celso, em outubro de 1976, o Vovô Garoto lhe presenteou com o uniforme que vestiu num amistoso entre Flamengo e Seleção Brasileira em homenagem a Geraldo, cuja morte prematura abalou a equipe rubro-negra.
“Estou com a camisa guardada há 38 anos. Quando vi que o Flamengo inaugurou a exposição, pensei que seria melhor deixar lá para contar uma historia a todos”, afirmou Celso, que contou como começou a amizade com o Maestro.
“Somos amigos desde garotos, conheci o Junior porque jogava vôlei com o irmão dele. Passei a frequentar a casa da família, saíamos sempre juntos, tocava violão nas rodas de samba. Acabei me aproximando daquela turma super campeã do Zico, de vez em quando aparecia até o Jorge Ben Jor. O Junior é um cara que merece o sucesso que tem, corretíssimo em todas as situações, gosto muito dele. Um ano depois de ser padrinho do meu casamento, ele me deu de aniversário essa camisa. Geraldo era muito amigo dele e ficou muito abalado com o acontecido”, disse Celso.
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Geraldo fazia parte da geração de ouro comandada por Zico. No dia 26 de agosto de 1976, o jogador morreu, com apenas 22 anos, vítima de um choque anafilático causado pela anestesia de uma operação para retirada das amígdalas. Em homenagem ao atleta, o amistoso contra o Brasil foi realizado, com Zico e companhia de um lado e Pelé e Rivelino do outro. A vitória ficou com o Rubro-Negro (2 a 0) e a renda, com a família de Geraldo, como lembra o Maestro Junior.
“O apelo daquele jogo era o melhor de tudo, a arrecadação de dinheiro para a família do Geraldo, por sua morte tão prematura. Para nós, jogadores, jogar contra a Seleção Brasileira era uma experiência nova. Mas a partida era uma “festa” de uma forma que não gostaríamos que fosse, pelo falecimento de um amigo. Jogamos de short preto neste dia. Mas o Maracanã estava lotado, tenho um pôster deste jogo até hoje, uma foto que um amigo me deu e mandei ampliar. Sou eu e Jayme disputando uma bola com o Pelé, tentando cortar um cruzamento dele”, falou com carinho, assim como de seu amigo Celso.
“O Celsola jogou com meu irmão mais velho por muitos anos. A amizade era maior entre eles, mas nas rodas de samba ele sempre estava com a gente. É uma amizade que ficou até hoje”, finalizou Junior, que deixou gravada uma dedicatória na camisa: “Para o compadre Celsola, com um abraço do amigo Junior 23/10/76”.
Fonte: Site Oficial do Flamengo

