O repórter do Diário Lance! Bruno Cassucci relata que foi agredido e humilhado por policiais militares em Santos, antes da partida entre o time da cidade e o Botafogo, pela penúltima rodada do campeonato brasileiro. Para saber exatamente o que o jornalista tem a dizer sobre tal experiência, clique aqui e leia o texto no qual ele detalha os fatos ocorridos no último domingo.
Desde as grandes manifestações populares de 2013, registradas pelo país durante a Copa das Confederações, ações violentas da PM em diferentes Estados vêm tendo ampla repercussão. As balas de borracha que feriram fotógrafos, repórteres e cidadãos se transformaram em item frequentemente citado no noticiário. E seguem sendo. Em São Paulo elas poderão até ser proibidas — saiba mais clicando aqui.
Há décadas que a polícia militar é responsável policiamento em estádios de futebol no Brasil. E poucos imaginam que seguranças particulares com treinamento específico sejam capazes de fazê-lo. Mas no exterior é assim e aqui há uma grande contradição, com empresas privadas contratadas para tal tarefa em shows ocorridos nos mesmos estádios nos quais são disputados os jogos.
Mesmo se fossem os policiais realmente capacitados para fazer esse trabalho específico, ainda sim seria questionável sua presença nas canchas quando a prioridade deveria ser policiar as ruas. Lá dentro há um espetáculo privado, pelo qual são cobrados ingressos, que gera lucro e tem segurança paga pelo contribuinte e que, sabemos bem, tem muito trabalho diariamente num país tão violento.
Fonte: Blog do Mauro Cezar Pereira

