Sem alarde, Juan chegava ao Flamengo, em 2006, junto a outros quatro jogadores. Era o ‘pacotão’ de reforços para a temporada. Ronaldo Angelim, Marabá, Rodrigo e Toró o acompanhavam. Desses, apenas Angelim marcou época no Rubro-negro tanto quanto o lateral-esquerdo. Foram cinco anos de clube, com alguns títulos conquistados: Uma Copa do Brasil, no mesmo ano em que chegou na Gávea, o tri estadual sobre o Botafogo, em 2007, 2008 e 2009, e o Campeonato Brasileiro, também em 2009.
Apesar de ter ficado marcado na história, o jogador nunca foi unanimidade no Flamengo. Foram 256 jogos e muitos questionamentos. O ex-camisa 6 era considerado irregular e vivia entre aplausos e vaias. O jeito explosivo e até certo ponto marrento, fez muitos torcedores mostrarem resistência ao atleta. E mesmo com altos e baixos, afirma que no clube teve o momento mais feliz da carreira na Gávea:
“Quando eu penso em Flamengo só penso em alegria. O momento mais feliz da minha carreira foi lá. As lembranças do título, as vitórias, isso marcou muito, tenho muita saudade”.
Depois de passagens por São Paulo e Santos, chegou ao Vitória durante o Brasileirão deste ano. E quis o destino que o primeiro gol do lateral fosse sobre a equipe que defendeu de 2006 à 2010. E a torcida rubro-negra, que por cinco anos vibrou com os 32 gols que Juan marcou ao longo de sua passagem, não sorriu quando a canhota tão conhecida balançou as redes vestindo o vermelho e preto baiano.
“Foi bastante emocionante. Nunca tinha marcado contra o Flamengo, primeira vez jogando no novo Maracanã, tinha muita coisa envolvida. Foi bem especial”, enfatizou o atleta.
Sobre a parceria que teve com Léo Moura no time carioca, Juan deixou claro a dificuldade em marcar um rival que por muito tempo foi seu companheiro. Os dois eram considerados os melhores laterais do país entre 2007 e 2009:
“Eu falei com ele, tenho saudade daquela época. Foi muito difícil marcar o Léo. Durante anos a gente tabelava e hoje temos que marcar um ao outro”, finalizou.
Fonte: Ei