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21 Ex-Rubro-Negros que já marcaram gols sobre o Flamengo.

Simon Lédo
Simon Lédo
Publicação: 12/09/2013
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Atualização: 23/01/2015
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Todo torcedor que se preze tem as suas superstições. E uma das mais corriqueiras é a de achar que um jogador que já vestiu as cores de seu clube vai aprontar alguma quando for enfrentá-lo. Com os flamenguistas não deve ser diferente, ainda mais pelo fato de que eles terão Renato Abreu pela frente, nesta quinta-feira, contra o Santos E essa pulga atrás da orelha não é por acaso. Vários ídolos do Rubro-Negro carioca aprontaram quando tiveram um reencontro com o clube vestindo a camisa de outra agremiação. E a lista tem alguns personagens de peso: Romário, Bebeto, Petkovic e até mesmo Andrezinho, que foi protagonista na eliminação do Flamengo da Copa do Brasil de 2009.
1 – DE ÍDOLO A CARRASCO
Integrante da geração de ouro do Flamengo, que conquistou os principais títulos da história do clube, Tita perdeu muita da da sua identificação com o Rubro-Negro após de sua saída definitiva, para o Internacional.  Pouco tempo depois, lá estava ele no grande rival, o Vasco. Por ironia do destino, coube ao craque a tarefa de fazer o gol que garantiu a taça de campeão carioca ao Cruz-Maltino em 1987. A partir daí, por mais que as glórias com a camisa rubro-negra jamais se apagassem, sua imagem ficou mais ligada ao time de São Januário.
2 – SEM REMORSO
Depois de uma saída conturbada do Flamengo diretamente para o Vasco em 1989, Bebeto fez o seu melhor Clássico dos Milhões justamente com a camisa cruz-maltina. Pelo Brasileiro de 1992, o baiano fez a diferença para o Clube da Colina na vitória por 4 a 2. Com dois gols, ele fez a festa da galera à direita das cabines do Maracanã. Em 1999, pelo Botafogo, Bebeto voltou a marcar contra o Flamengo no empate em 4 a 4, pelo Torneio Rio-São Paulo.
3 – BARRIGADA HISTÓRICA
Ídolo do Flamengo na década de 80 devido ao brilho intenso que teve durante o Brasileiro de 1987, Renato Gaúcho também ganhou lugar cativo no coração dos torcedores do Fluminense. Em 1995, em partida que definiu o campeão carioca, o atacante galã encerrou o jejum tricolor de dez anos sem conquistas ao marcar um gol de barriga no Fla-Flu, aos 42 minutos do segundo tempo. O feito decretou a histórica vitória por 3 a 2 do clube das Laranjeiras.
4 – TRILEGAL, MAS NEM TANTO
Revelado pelo Flamengo, Paulo Nunes foi negociado pelo clube quando o seu espaço na Gávea ficou reduzido. No ano seguinte, em 1996, o atacante provou que a decisão da diretoria rubro-negra não era das mais acertadas. Em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, Paulo Nunes marcou três vezes e definiu a vitória do Grêmio por 3 a 1. Além disso, o Tricolor gaúcho terminou com o título da competição e o Sabiá foi um dos artilheiros, com 16 gols. O Flamengo, por sua vez, terminou na 13ª colocação.
5 – CANHOTA LETAL
Da geração de Paulo Nunes do Flamengo, Djalminha teve sua saída da Gávea forçada por um entrevero que teve com Renato Gaúcho, em 1993. Como o clima entre os dois jogadores ficou insustentável, o Rubro-Negro tomou a decisão de vender Djalminha ao Guarani por um valor bem modesto. Em 1996, já pelo Palmeiras, coube ao camisa 10 definir uma vitória de sua equipe sobre o Flamengo. Depois de pênalti cometido tolamente por Júnior Baiano, que colocou a mão na bola dentro da área, o craque efetuou a cobrança com perfeição e decretou o 1 a 0 final para o Verdão. Apesar de não servir para apagar os erros do passado do clube, os rubro-negros atualmente podem curtir Djalminha no showbol.
6 – O DESTINO RESERVA
Apesar de ter passado com algum êxito pelo Flamengo, Renato Carioca foi parar no Fluminense, em 1990. No ano seguinte, com um gol considerado “espírita” pela falta de ângulo do chute que encobriu Gilmar, tirou a invencibilidade rubro-negra no Carioca e fez a festa tricolor no Fla-Flu: 2 a 1. Mas o papel de algoz do Fla voltaria às mãos de Renato Carioca anos mais tarde. Em 1997, já pelo Botafogo, foi autor do gol de uma vitória alvinegra sobre o Flamengo por 1 a 0. Nada anormal se o time de General Severiano não tivesse sido escalado inteiramente por reservas. A derrota para os suplentes do rival gerou uma imensa crise na Gávea e gozação de sobra dos botafoguenses, que diziam que a sigla CRF não significava mais Clube de Regatas do Flamengo, mas sim “Cuidado com os Reservas do Fogão”.
7 – BAIXINHO INFERNAL
Repetindo o que fez na final da Taça Guanabara de 2000, Romário marcou três vezes e foi protagonista em mais uma goleada do Vasco sobre o Flamengo por 5 a 1, desta vez pelo Campeonato Brasileiro de 2001. Gilberto, que também passou pelo Gávea, abriu o marcador para os vascaínos neste jogo. O Baixinho havia saído do Rubro-Negro pela porta dos fundos no fim de 1999 e mostrou que decisão dos dirigentes do Fla foi equivocada.
8 – RESPEITO DA CRIA
Negociado com o São Paulo no fim de 2001 numa transação que envolveu a chegada de Vampeta à Gávea, Reinaldo ainda alimentava o amor e a gratidão que tinha pelo Flamengo, clube em que se tornou jogador profissional. No entanto, como seu trabalho era fazer gols, ele não poderia deixar de cumprir a sua missão, independentemente do adversário. Pelo Brasileiro de 2002, o atacante voltou ao Maracanã e balançou a rede rubro-negra duas vezes na vitória são-paulina por 3 a 2. Em respeito ao clube formador, Reinaldo não festejou os gols.
9 – SEM OLHAR PARA TRÁS
Liedson despontou para o futebol de maneira tardia. Revelado pelo Prudentópolis, começou a aparecer para o grande público com a camisa do Coritiba. Logo chamou a atenção do Flamengo e chegou à Gávea, em 2002. Apenas seis meses depois, decidiu se transferir para o Corinthians devido ao bom retorno financeiro e ao fato de jogar a Libertadores. No primeiro encontro com o Fla, pelo Brasileiro de 2003, Liedson anotou o gol corinitiano no empate por 1 a 1. Depois de um longo período na Europa, o jogador retornou ao Parque São Jorge, em 2011. Em um novo embate diante do Rubro-Negro, o atacante balançou a rede duas vezes na virada alvinegra por 2 a 1. No ano passado, passou despercebido quando voltou ao time carioca.
10 – ANTI-HERÓI?
Herói do tricampeonato carioca do Flamengo em 2001, quando marcou um gol decisivo e histórico aos 43 minutos do segundo, Petkovic transferiu-se para o rival Vasco no ano seguinte. E ele definiu o Clássico dos Milhões também pelo Clube da Colina. Pelo Brasileiro de 2004, o sérvio anotou de pênalti o gol único do triunfo vascaíno no Maracanã. A derrota com gol do antigo ídolo veio dez dias depois de uma das maiores decepções da história rubro-negra: o vice-campeonato para o Santo André na final da Copa do Brasil de 2004. Castigo duplo.
11 – PÉ DE ANJO MAU
Marcelinho Carioca é mais um exemplo de um grande jogador que foi mal aproveitado no Flamengo. Vendido ao Corinthians por um preço irrisório quando tinha 22 anos, no início de 1994, não demorou a se tornar um dos grandes ídolos da Fiel. Apesar do longo tempo no Timão, Marcelinho levou tempo para balançar a rede rubro-negra. Somente em 1996, no empate por 1 a 1 no Maracanã, que o craque deixou a sua marca contra o Rubro-Negro. Depois disso, voltou a fazer gol em 1998, numa derrota corintiana por 4 a 1. Anos depois – em 2005 -, já pelo Brasiliense, anotou duas pinturas de falta diante do Flamengo, mas não evitou a derrota de sua equipe por 3 a 2.
12 – TÁ DOIDO?!
Jean não chegou a ser um ídolo da torcida do Flamengo. Mas não dá para negar que ganhou um lugar especial no coração rubro-negro ao fazer os três gols decisivos diante do Vasco na decisão do Carioca de 2004. Porém, depois de uma passagem frustrada pela Rússia, o atacante foi parar em São Januário. Pelo Brasileiro de 2006, o atacante foi decisivo para a vitória vascaína por 3 a 1 e ainda fez a comemoração do “Tô doido”, em alusão ao personagem Jajá, da Zorra Total. Ele fazia um movmento hilário, entrelaçando braços e pernas.
13 – ATÉ DE ZAGUEIRO
Luiz Alberto foi criado no Flamengo, fez 167 partidas pelo clube, mas apenas cinco gols. Depois de rodar pelo futebol europeu, Atlético-MG e Internacional, o zagueiro rumou para o Santos. Pelo Campeonato Brasileiro de 2006, ele marcou um dos gols do Peixe no empate por 2 a 2 com o Rubro-Negro, no Maracanã. Em respeito ao ex-time, não comemorou. O fato é que até zagueiro cumpre a sina de fazer gol no Flamengo depois de deixar o clube.
14 – PEDRA NO CAMINHO
Em grande fase e na quinta posição do Brasileiro de 2008, o Flamengo enfrentou a Portuguesa no Maracanã com o objetivo de entrar na zona da Libertadores e se aproximar dos líderes Grêmio e São Paulo. Entretanto, o lateral Athirson, revelado na Gávea, fez um dos gols da Lusa no empate por 2 a 2 e atrapalhou as ambições rubro-negras na competição. No fim das contas, o Fla ficou sem o título e sem um lugar na competição sul-americana. Esses dois pontos perdidos fizeram falta.
15 – DOR NO FIM
O Flamengo jogava bem no Beira-Rio, encarava o Internacional e a força de sua torcida de igual para igual. O empate parcial por 1 a 1 dava a vaga ao Rubro-Negro na semifinal da Copa do Brasil de 2009. Porém, uma falta na entrada da área a favor do Colorado, aos 43 minutos da etapa complementar, mudou o rumo da classificação. Andrezinho, que na Gávea não tinha o costume de bater faltas, efetuou uma cobrança precisa e contou com o errôneo golpe de vista do goleiro Bruno para garantir o clube gaúcho na fase seguinte.
16 – PIADA PRONTA
Quando atuou pelo Flamengo, de 1997 a 2002, Maurinho conviveu com vaias e certo deboche da torcida em relação ao seu desempenho. No entanto, com muita e entrega e vonatde de vencer, caiu nas graças de parte dos flamenguistas e passou a virar xodó. No dia 1º de abril de 2000, em um jogo contra o Olaria, surgiram os pedidos da arquibancada: “Ão, ão, ão, Maurinho é Seleção!”. Depois disso veio um novo canto, desta vez em forma de escárnio: “Il, il, il, primeiro de abril!”. O episódio ficou marcado. Anos depois, em 2004, Maurinho “se vingou” e marcou o gol de empate no Paysandu no empate em 2 a 2 contra o Rubro-Negro, pelo Brasileirão. Mais tarde ainda, em 2010, já como volante, ele voltou a balançar a rede do Fla, desta vez na derrota do Duque de Caxias por 3 a 2, pelo Carioca.
17 – FOLCLÓRICO RESPEITADOR
Obina chegou ao Flamengo em 2005 sob desconfiança da torcida, mas aos poucos foi ganhando espaço devido a gols importantes como o que salvou o time do rebaixamento no mesmo ano, em jogo contra o Paraná. No entanto, por não ser dotado de muita técnica, passou a ser comparado ao camaronês Eto’o numa fina ironia da torcida rubro-negra. A empatia surgiu e os laços se estreitaram. Quando deixou a Gávea, o atacante passou pelo Palmeiras antes de chegar ao Atlético-MG. No Galo, pelo Brasileiro de 2010, iniciou uma goleada sobre o Flamengo por 4 a 1, mas preferiu não se manifestar na comemoração em respeito ao ex-clube.
18 – ZERO DE IDENTIFICAÇÃO E PENA
Apesar de ter sido “descoberto” pelo Flamengo no cenário do futebol nacional – passou grande parte da carreira no exterior -, Emerson não chegou a ganhar o status de ídolo da torcida rubro-negra. Deixou o clube no meio da campanha do hexa, quando a mesma ainda era claudicante. Depois, no Brasil, passou pelo Fluminense até parar no Corinthians. Pelo Timão, no Brasileiro de 2012, foi decisivo na vitória sobre o Fla por 3 a 2 e comemorou aos montes o gol que fez, mostrando que o seu vínculo afetivo com o clube carioca não enraizou.
19 – “GOL TRISTE”
Juan foi criado na Gávea, estreou pelo time profissional do Flamengo com apenas 17 anos e sempre mostrou que os laços com o clube jamais seriam desfeitos. Em contrapartida, o tão sonhado retorno ao clube não aconteceu e os torcedores rubro-negros se sentiram traídos com o acerto do jogador com o Internacional. Eis que logo no primeiro encontro com o ex-clube, Juan definiu a parada para o Colorado aos 46 minutos e em vez de comemorar com a sua nova torcida, apontou para o setor destinado aos adeptos do clube carioca e bateu no peito em sinal de respeito. Entrevistado após o jogo, o zagueiro afirmou: “Foi um gol triste!”.
20 – LEMBRA DELE?
Muitos rubro-negros talvez nem saibam que Fernandão, do Bahia, passou pelo clube. O fato é que ele fez somente uma partida com a camisa rubro-negra, na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2008, na derrota por 5 a 3 para o Atlético-PR. Mesmo sendo página apagada na história do time da Gávea, o atacante aprontou no Brasileirão deste ano e inaugurou o marcador na goleada do Tricolor baiano por 3 a 0 sobre o Fla.
21 – ACABOU O AMOR?
Reforço saído do Fluminense no início de 2006, o lateral-esquerdo Juan demorou a cair nas graças da torcida do Flamengo devido a uma tola implicância por ele ter sido jogador de um rival. A tolerância era pequena até o gol do título da Copa do Brasil do mesmo ano, contra outro grande adversário, o Vasco. Depois vieram mais alguns títulos importantes, até que a relação se desfez já em clima não muito amistoso. Vaiado constantemente, o jogador decidiu respirar outros ares. Sem tanto sucesso, passou por São Paulo e Santos, antes de chegar ao Vitória. Em seu segundo jogo pelo clube baiano, marcou o único gol de sua equipe na derrota por 2 a 1 para o Flamengo. A comemoração habitual de apontar os dedos para o céu aconteceu sem qualquer cerimônia ou desrespeito.
Fonte: GE

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