O pai e empresário de Elias reforça, mais uma vez, que o jogador tem salários em atraso com o Sporting.
“Evaldo e Elias são profissionais sérios. Até então, ninguém teve nada a dizer deles. No Sporting pode pode acontecer com outros jogadores, pois cada dia estoura um”, atirou Eliseu Trindade, em entrevista a Bola Branca.
Ele lembrou que o Sporting na noite de segunda-feira, negou a inexistência de dívidas com Elias e anunciou a intenção de processar o jogador, alegando que o volante não está cumprindo as obrigações contratuais. Na resposta, o agente reafirma que o incumprimento salarial é um dos motivos da rescisão de Elias com o Sporting.
“O Sporting entende como incumprimento o fato do Elias ter denunciado, a um repórter, a situação dos ordenados em atraso. Elias é um profissional sério, nunca teve nenhum deslize, é um atleta exemplar. O incumprimento que o presidente fala é o fato de nós termos cobrado o contrato vigente, mas que não estava sendo cumprido”.
Dívidas antigas ainda devem ser pagas
No comunicado emitido sobre a situação de alguns jogadores, o Clube de Alvalade referiu, em relação a Elias, que “desde que a administração tomou posse não existe e nem existiu qualquer dívida salarial” ao jogador brasileiro. Eliseu Trindade rebate a ideia e diz que a Direção do Sporting tem de assumir a herança da gestão anterior.
“Quando alguém assume uma empresa, tem de assumir o ónus e o bônus. Assume o passado, o presente e o futuro. Se o presidente [Bruno de Carvalho] quer atirar a culpa do descomprimento dos contratos para cima dos anteriores dirigentes, isso é um problema interno do Sporting, mas não pode dizer que não há dívidas com os jogadores. Ele tem que saber que existem dívidas”, salienta, reforçando que a queixa apresentada por Elias junto da FIFA vai até ao fim.
“Não tenho dúvidas de que vamos até ao fim e que não abriremos mão do que é nosso. É um precedente grave e, a partir de agora, os jogadores vão ficar preocupados se vão jogar em clubes como o Sporting, ou outra equipa em Portugal. Se nao cumprem os contratos, que segurança os jogadores vão ter?”, interroga.
Fonte: Renascença

