A Maracanã S/A já tem um plano para manter a viabilidade econômica da privatização do estádio da final da Copa do Mundo de 2014. A concessionária, que assumiu no mês passado a administração da arena e seus anexos, estuda ocupar um terreno vazio ao lado do complexo e ampliar o escopo do seu negócio para compensar as perdas que terá por causa das mudanças na concessão. Inspirada em experiências internacionais, a empresa planeja até abrir cinemas e casas de shows para manter-se no controle do estádio.
Os novos negócios seriam construídos em uma área vizinha ao Maracanã, do outro lado da avenida Radial Oeste, perto do parque da Quinta da Boa Vista. Inicialmente, esse local abrigaria novos centros de atletismo e natação, os quais substituiriam o Parque Aquático Julio Delamare e o Estádio de Atletismo Célio de Barros.
Na projeto original da privatização, esses centros esportivos seriam demolidos para dar lugar a estacionamentos, lojas, restaurantes e um museu no Maracanã. O governador Sérgio Cabral, entretanto, cancelou as derrubadas, alterando todo um projeto de viabilidade econômico-financeira elaborado pela Maracanã S/A para que ela pudesse arcar com os custos da concessão e manutenção do complexo.
Para controlar o Maracanã por 35 anos, a empresa se comprometeu a pagar R$ 5,5 milhões anuais ao governo e investir R$ 594 milhões em obras para adequar o espaço ao conceito de “centro de entretenimento”. Tanto as prestações da concessão quanto as obras seriam custeadas com as receitas do estádio, mas também das lojas, museu e estacionamento.
A alteração no projeto, contudo, não fez a Maracanã S/A desistir do estádio. Segundo o UOL Esporte apurou, executivos da concessionária já enxergaram no terreno ao lado da arena a oportunidade de viabilizar os negócios da empresa. Atualmente, eles finalizam estudos para mostrar ao governo do Rio que a privatização do Maracanã ainda é viável.
De acordo com o estudos da empresa, no terreno, seriam construídos os estacionamentos, as lojas, restaurantes e museu projetados para a área do complexo do Maracanã. Como a área é bem maior do que a do entorno do estádio, o lugar poderia ainda abrigar mais comércios e outros atrativos não planejados inicialmente, como casas de show, cinemas ou outros espaços de entretenimento.
A O2 Arena, de Londres, e o Staples Center, de Los Angeles, são exemplos de centros esportivos que incorporaram esse tipo de serviços em seus negócios. Os espaços são geridos pela AEG, empresa que integra a Maracanã S/A.
Fonte: UOL

