Era possível esperar alguma provocação. Ao menos uma ironia. Mas, depois do anúncio de que o Fluminense não vai disputar a sexta edição do NBB, a diretoria do Flamengo adotou um tom mais político. Ao deixar de lado a rivalidade, Marcelo Vido, diretor executivo de esportes olímpicos do Rubro-Negro, lamentou a ausência do Tricolor na competição nacional.
– Estávamos muito felizes de o Rio ter quatro equipes no NBB. Ficamos muito preocupados na última reunião estadual ao saber que o Fluminense não disputaria o Carioca. Se não disputa o Carioca, automaticamente não disputa o Brasileiro. É ruim para o basquete, para o basquete carioca. Temos de enaltecer o trabalho do Macaé, que ganhou na quadra e está aí, com um projeto bacana. Mas, para o basquete carioca, foi ruim. Para o basquete brasileiro, sempre que tivermos uma equipe de futebol organizada, em termos de gestão, cumprindo os compromissos, sempre vamos querer outros clubes assim.
A postura foi a mesma adotada pela Liga Nacional de Basquete, que organiza a competição. Cássio Roque, presidente da entidade, afirmou que o Fluminense poderia acrescentar força e poder de divulgação do NBB. Por isso, em um primeiro momento, os dirigentes convidaram a equipe, mesmo com a eliminação do Triangular que definiu a classificação do Macaé para a disputa.
– Poderia acrescentar bastante. Entre os motivos da aceitação, estava a tradição do Fluminense no basquete, além da força que o time tem no futebol. Para nós, seria muito interessante. O clube pleiteou a vaga, apresentou o projeto, mas, depois, na fase de comprovação, não conseguiu comprovar os patrocínios, o time que jogaria. Uma pena, nós gostaríamos muito. Até por conta da presença do Flamengo, dessa rivalidade. Mas acho que eles estão sendo responsáveis ao não jogarem agora.
Quando o convite foi feito ao Fluminense, assim como para o Goiânia, confirmado no NBB, Macaé protestou. Na quadra, o time levou a melhor sobre o Tricolor e ficou com a vaga para competição. Se o secretário da Prefeitura do Norte Fluminense ironizou a desistência dos rivais, Rodrigo Stefanelli, coordenador da equipe, também lamentou a saída do clube da capital.
– É uma questão até um pouco complicada porque cheguei depois disso. Na ocasião, o secretário de governo se colocou contra isso. Era uma reação que qualquer um teria. Mas entendemos os motivos (para o convite). Sabemos que era um caso à parte, era o Fluminense. Um time de camisa, um campo de cenário para os jogadores. Mas aconteceu. Ficamos chateados, mas pelo menos não fomos nós (risos) – afirmou coordenador do Macaé.
O NBB terá seu início no dia 9 de novembro, com o clássico entre Flamengo e Brasília. Com a desistência do Fluminense, além de Tijuca, Joinville e Vitória, a temporada 2013/2014 terá 17 clubes.
Fonte: GE

