João Borba, presidente do consórcio Maracanã S.A, ao explicar a negociação com o Fluminense no dia do anúncio do acordo entre os clubes, disse que deve haver uma relação “ganha-ganha” entre os clubes e o Maracanã S.A, repetindo um termo muito usado pelo governador Sérgio Cabral e pelo alto escalão do governo.
“Teremos responsabilidade dos investimentos. A licitação é um modelo inteligente que o governo desenvolveu. O investimento do governo foi alto e eles cobraram do concessionário a necessidade de investir. Essa obrigação de investir e de ter resultado é da concessionária. Dentro de qualquer negócio a longo prazo existe reajuste e possibilidade de sair dele”, garantiu Borba. “Maracanã e Flu vão agregar valores. Faremos inúmeras parcerias. Estamos começando, assinando hoje e temos 35 anos pela frente para planejar eventos juntos. Esse modelo dá dinâmica para criar valor para ambos. O contrato está aberto para trazer negócios interessantes”, disse o dirigente.
O presidente do Fluminense, Peter Siemsen, comemorou o fato do time jogar a custo zero no estádio e garantiu que a partida contra o Vasco, dia 21, que marca a reestreia dos clubes no Maracanã após três anos, aconteceria mesmo sem contrato. Além de ressaltar que o clube deve ter um lado fixo nas arquibancadas, algo que historicamente só era reservado a Flamengo e Vasco, ele disse que a questão de jogos envolvendo jogos menores e a realização de eventos dentro do Maracanã é algo que será conversado visando equilibrar lucro e o fator técnico dos jogos.
“Dependendo se o Fluminense enfrentar, com todo o respeito, o Friburguense no mesmo dia de um evento aqui no Maracanã, de repente é mais lucrativo para os dois que se mude o local da partida”, finalizou Siemsen. O clube estuda também um vestiário personalizado.
Fonte: Jornal do Brasil

