O nome de Dejan Petkovic está marcado em alguns grandes momentos da história do Maracanã desde o início do século XXI. Os dois principais são pelo Flamengo, onde foi tricampeão carioca em 2001, com um gol de falta histórico aos 43 do segundo tempo; e campeão brasileiro em 2009, quando bateu o escanteio para a cabeçada do gol do título de Ronaldo Angelim. Além do rubro-negro, teve grandes momentos jogando pelos rivais Vasco e FLuminense no estádio. Petkovic critica o desejo do consórcio de impedir a entrada de bandeirões e o preço dos ingressos:
” A proibição das bandeiras eu considero um pouco rigoroso demais e sem muita lógica. Tem que haver um bom senso nessa questão. Pode levar cartaz, mesmo que pequeno, e não pode levar bandeira? Ficaria muito triste se elas saíssem do estádio”, disse Pet, que ainda considera os preços divulgados para as arquibancadas laterais do Maracanã, onde ficavam as antigas arquibancadas branca e azul, como um “absurdo. “Há diferentes extratos da sociedade que podem ir ao estádio, mas o ingresso vai ficar caro para o poder econômico aqui no Rio de Janeiro, assim como muita coisa nesta cidade no momento. Então, não vamos poder assistir tantos jogos, e os jogos certamente não vão ficar cheios. Isso é um problema. Achei absurdo o valor das entradas da Copa das Confederações”, disse ele. Na expectativa pelo fechamento do negócio entre o consórcio e o Flamengo, confirmado nesta sexta, Pet diz que a melhor opção para o clube seria Brasília, caso não tivesse fechado com o Maracanã S.A. “É um lugar onde o Flamengo tem muita força”.
Alguns outros pontos dos pedidos do consórcio por maior segurança no estádio, porém, foram considerados positivos pelo sérvio. “Existe a visão do torcedor e a de outros. As famílias, por exemplo, foram banidas dos estádios. Então, a torcida tem que respeitar algumas regras básicas da sociedade. Você pode fazer a sua festa, independente do lugar, mas o responsável da casa tem as suas regras. Você não vai na casa de alguém e faz o que você quiser, porque você pode incomodar os outros”, disse ele, com um exemplo curioso: “Você não pode fazer nudismo na praia de Copacabana porque está proibido, não importa que se queira fazer”, disse, rindo.
Sobre a questão do apoio dos torcedores ao assistir o jogo de pé ou sem camisa, ele acredita que talvez seja o caso de se repensar como criar uma atmosfera contagiante sem desrespeitar as regras do estádio. E acha até complicado que o consórcio consiga fiscalizar a questão dentro do estádio. “Se uma pessoa tirar a camisa, até é possível. Mas com 20 mil, como o consórcio vai fazer? Mas talvez com o tempo o torcedor brasileiro mude essa atitude”, finalizou o gringo que fez história no Maracanã.
Fonte: Jornal do Brasil

