O impasse entre o Flamengo e o Consórcio Maracanã, responsável pela administração do estádio carioca, deve continuar pelas próximas semanas. Pelo menos foi o que indicou o presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, que anunciou um acerto verbal com o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, para fazer pelo menos mais seis jogos no Mané Garrincha. O cartola disse que não tem pressa para fechar o acordo para voltar a atuar no Rio. “Talvez esse seja o contrato mais importante da história do Flamengo. Não vamos assinar de qualquer jeito. As dificuldades em campo se resolvem em campo”, disse Bandeira de Mello na terça. O cartola comemorou a boa presença de público em Brasília e disse que nem mesmo o desgaste pelas viagens constantes à capital federal mudarão seus planos. “Como temos grande torcida pelo Brasil, podemos nos dar esse luxo.”
A principal divergência entre o consórcio e o clube está na divisão das rendas das partidas, e não apenas com os ingressos. No acordo do Fluminense e do Flamengo com o Botafogo pelo Engenhão, os mandantes tinham participação em toda a carga de ingressos, nos estacionamentos, nos itens de alimentação e na publicidade. O Consórcio Maracanã não quer dividir mais do que a receita de 43.000 assentos, dos mais baratos, atrás dos gols. O presidente do Flamengo não aceita essas condições. “As duas partes estão em busca de um contrato bom para ambos. Esperamos resolver isso rapidamente.” Enquanto o Flamengo resiste, o Botafogo já finaliza um acordo com o consórcio. Ainda há indefinição sobre os detalhes do contrato, mas a tendência é de um acordo válido por dois anos, com treze jogos já em 2013. A estreia seria em agosto, contra Goiás ou Inter. No ano que vem seriam pelo menos quinze jogos.
Fonte: VEJA

