Os atleticanos acreditaram de novo. Nem o Flamengo, algoz de outros tantos confrontos, conseguiu resistir. O Galo mais uma vez foi pura intensidade, não teve vergonha de jogar a bola na área até com as cobranças de lateral de Marcos Rocha. Na ausência de Jô ou algum centroavante alto, o zagueiro Leonardo Silva também foi ao ataque. Repertório simples, tosco algumas vezes. Mas eficaz.
A montagem inicial do time no 4-3-3 com Luan no meio, Carlos e Maicosuel nas pontas, variando para o 4-2-3-1 no segundo tempo com Luan e Carlos pelos lados, Dátolo no centro e Tardelli na frente fizeram pouca diferença. Sobrou coragem para ocupar de novo o campo de ataque e avançar, cruzar, chutar. Lutar como se não houvesse amanhã.
61% de posse de bola, 21 finalizações a sete – nove a três na direção da meta. 29 cruzamentos. Perseverança e fé mesmo após Tardelli carimbar a trave de Paulo Victor e, na seqüência, sofrer o gol de Everton em raro contragolpe do Flamengo que teve problemas para defender em duas linhas.
Com quatro homens no meio contra cinco atleticanos, Marcio Araújo marcava pelo centro e chegava atrasado para ajudar Leo contra Douglas Santos e Carlos. A correção veio com o recuo de Nixon no setor, mudando o sistema para o 4-1-4-1.
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Atlético Mineiro ofensivo no 4-3-3 que pressionou mesmo quando o Fla acertou a marcação no meio-campo
com o recuo de Nixon para ajudar pela direita.
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Mas a questão tática também foi irrelevante para o Fla. A vantagem começou a ruir quando Eduardo da Silva arriscou um toque displicente de calcanhar com o time tentando sair no contra-ataque. Na volta, gol de Maicosuel. O segundo do Atlético, que inflamou o coro “Eu acredito”.
Vanderlei Luxemburgo foi profundamente infeliz nas substituições. Luiz Antonio pouco contribuiu à direita com Leo, Elton não reteve a bola na frente, nem colaborou atrás no jogo aéreo. Mattheus entrou lento e fora de sintonia, um desastre. Difícil entender a opção de sacar Nixon e Everton tão cedo, que matou de vez a velocidade e chamou o rival para o próprio campo.
O Galo foi. Com os jovens Marion e Dodô acelerando ainda mais, Leandro Donizete liberando Leonardo Silva de vez para jogar como centroavante. Pressão, abafa, muitas jogadas pelos flancos, especialmente o esquerdo. Gols de Dátolo e Luan. A repetição dos 4 a 1 que vitimaram o Corinthians. Mais uma virada épica.
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Flamengo sem velocidade nos contragolpes com as substituições infelizes de Luxemburgo, Galo no abafa final
com Leonardo Silva como centroavante.
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Fonte: Olho Tático


