Vanderlei Luxemburgo voltou ao Flamengo no final de julho após pausa considerável na carreira. O técnico pegou o time na lanterna do Campeonato Brasileiro e praticamente eliminou o risco de rebaixamento. Melhor do que isso. O comandante pode conquistar um título nacional depois de dez anos e fechar o ano de forma até então inesperada.
Para alcançar o objetivo, os cariocas precisam dar mais um passo e eliminar o Atlético-MG, quarta-feira, às 22h (de Brasília), no Mineirão. Como venceu o primeiro jogo por 2 a 0, o Flamengo avança à final da Copa do Brasil contra Cruzeiro ou Santos mesmo com derrota por um gol.Quando aportou novamente na Gávea, Luxa logo adotou o discurso do elenco limitado e apontou a “fuga da confusão” como prioridade absoluta até o final de 2014. O técnico chegou a abrir mão da Copa do Brasil, mas o Rubro-negro superou Coritiba, América-RN e pode decidir o torneio no qual é o atual campeão pelo segundo ano consecutivo.
Vanderlei não esconde das pessoas próximas que a conquista da Copa do Brasil vai coroar de forma brilhante o seu retorno ao futebol. Visto por alguns analistas como ultrapassado, o comandante enfrenta o jejum de dez anos sem títulos nacionais com tranquilidade – o último foi o Brasileiro de 2004 pelo Santos.
Além do desejo pessoal do treinador, o troféu seria fundamental para a gestão Bandeira de Mello. Depois da luta contra o rebaixamento, encerrar a temporada com o título pode renovar as esperanças de receitas e colocar em esquecimento os trechos trágicos do ano.
Desde 2004, Luxemburgo conquistou cinco estaduais – três Paulistas, por Palmeiras e Santos (duas vezes), um Mineiro com o Atlético-MG e um Carioca pelo Flamengo. Rendimento inferior ao obtido a partir de 1993, quando venceu o Brasileiro com o Palmeiras e obteve sete títulos nacionais em 11 anos.
A partir do título pelo Santos, Luxa nem sequer alcançou uma decisão de competição nacional, primeiro jejum que está concentrado em quebrar no mais novo e elogiado trabalho.
“Quero fazer um agradecimento especial aos jogadores. Era um grupo desacreditado quando cheguei e visto como sem qualidade. Mas os jogadores se uniram e estão de parabéns. A Copa do Brasil é um grande bônus neste processo. Vamos nos preparar da melhor maneira possível. As coisas mudam de forma rápida. Um dia estamos no céu e outro no inferno. Isso pertence ao futebol”, encerrou Luxa.
Fonte: UOL
