Desde que encerrou a carreira dentro das quatro linhas em março deste ano, ele definiu um recomeço. Na mira de seus novos objetivos, os gramados ainda são o alvo, e encontrou no Flamengo e na oportunidade que lhe foi dada por Vanderlei Luxemburgo a possibilidade de trilhar uma nova trajetória no futebol.
Ao lado de Luxa, tornou-se o aprendiz, como definiu o próprio técnico em sua chegada ao Mais Querido. “O Deivid não é o meu auxiliar. Ele é um estagiário para auxiliar o técnico. Isso já foi feito com o Gallo, o Ney… Diversas pessoas trabalharam comigo desta forma. Só que criamos um estagiário remunerado. É um fator que oferece a possibilidade de o cara estagiar e já criar uma situação”, definiu o professor Vanderlei.
Cheio de planos para a nova trajetória, Deivid fala sobre os novos objetivos.
Como aconteceu esta parceria com o técnico Vanderlei Luxemburgo?
A parceria entre mim e o Vanderlei aconteceu em 2001 quando trabalhamos juntos pela primeira vez no Corinthians. De lá pra cá não largamos mais. Ganhamos bastante títulos juntos.
Neste período no Flamengo, como você avalia o que vem aprendendo?
Eu avalio muitas coisas boas. Sempre sonhei terminar minha carreira de jogador e depois trabalhar como treinador. Desde que era atleta do Vanderlei, em 2004, falava pra ele: “Quando terminar minha carreira quero fazer parte da sua comissão.” Eu aprendi muito nos quatro clubes que trabalhei com ele, como atleta, e agora aprendendo fora das quatro linhas que é bem diferente.
O Vanderlei é também um bom “professor” para quem está fora das quatro linhas?
O Vanderlei é um grande professor, educador, um pai, um ser humano fantástico. Ele vem me preparando todos os dias, me dando toques, falando como tem que fazer.
Como é a sua relação com o grupo que está hoje jogando pelo Flamengo?
Minha relação com grupo é muito boa e bem transparente. Desde que assumi como auxiliar do Vanderlei, eu deixei bem claro pra eles. Como eu joguei com a maioria, facilitou. Falei que aquele Deivid jogador morreu, não existe mais. Agora o Deivid auxiliar existe, e vai ser muito coerente. Que eu teria que passar o relatório pro Vanderlei sem ajudar ninguém, vendo o que é melhor para o time e para o grupo.
Pretende seguir tua trajetória dentro do Flamengo, ou tendo a oportunidade de atuar em outros clubes você está disposto a aceitar o desafio?
Eu pretendo trabalhar o dia a dia, sem antecipar nada, dando o tempo ao tempo, me preparando para que quando eu tiver que voar sozinho eu possa botar tudo em prática que aprendi com Vanderlei. O futuro a Deus pertence.
O que representa voltar ao Flamengo, hoje na comissão técnica? Qual o peso desta responsabilidade?
Pra mim representa muito voltar ao Flamengo, até por tudo que passei aqui dentro como jogador. Agora quero fazer história como auxiliar podendo ajudar de todas as formas pra que nós possamos não deixar o time cair. O peso de ser auxiliar no Flamengo é muito grande. Flamengo é diferente de todos os clubes. É uma responsabilidade muito grande, mas ao mesmo tempo muito gostosa, adrenalina toda hora. Você tem que estar ligado 24 horas por dia. Isso é Flamengo… (risos).
Fonte: Falando de Flamengo

