Zagueiro Danilo concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (27)
Com contrato até o fim do ano, o futuro de Danilo ainda é incerto. Porém, o zagueiro contou como andam as conversas de renovação com o Flamengo e revelou que o cenário é otimista. O camisa 13 disse que ambas as partes desejam prorrogar o vínculo para 2027 e, na visão do atleta, é questão de tempo para que a assinatura aconteça.
— No meu 2026, tive pouco tempo para refletir e analisar, até porque teve uma Copa do Mundo no meio. Eu com 35 anos, tinha que me dedicar muito para corresponder e estar bem preparado. Neste momento que pude pensar melhor em relação a isso. Eu e o Flamengo estamos conversando e espero que, em 2027, a gente possa estar juntos e, aí sim, eu possa fazer o meu último ano da carreira —, disse Danilo, em coletiva de imprensa.
— Estamos conversando de forma bem tranquila, há vontade dos dois em fazer mais um ano bonito, para que eu possa dizer que é o último ano da minha carreira. Vou terminar no clube do meu coração, projeto que apostei e vem funcionando. Não existe implicações para que não aconteça (a renovação) e que 2027 a gente possa estar juntos. Se Deus quiser, conseguir algum troféu importante, que seria maravilhoso —, acrescentou.
Apesar da baixa minutagem na temporada, Danilo é visto como peça essencial nos vestiários do Flamengo. Atuando como uma espécie de ‘capitão sem a faixa’, o camisa 13 costuma aparecer nos momentos de mais necessidade quando algo não ocorre bem internamente.
Além da renovação, Danilo abordou outros temas na coletiva, como a Libertadores, o Brasileirão e o jogo de domingo (29), contra o Botafogo. Confira, abaixo, as outras respostas do ‘herói do tetracampeonato’ da Libertadores nesta quinta-feira (27).
QUAIS FORAM AS OUTRAS RESPOSTAS DE DANILO?
Jogo contra o Botafogo
“Confiança é alta para o jogo, principalmente pela preparação que a gente vem fazendo, pelo trabalho que a gente desenvolve diariamente. Nessa semana, como não tem jogo, conseguimos nos preparar bem”.
Gols perdidos contra o Cruzeiro
“É uma avaliação um pouco mais superficial que eu posso fazer. Todos nós temos consciência tranquila disso, é de que nós deveríamos ter aproveitado melhor as ocasiões e assim o jogo teria sido direcionado de outra maneira. Isso é claro, todos nós atletas temos essa consciência e, mais do que isso, a vontade e a determinação para poder melhorar e para mudar isso”.
“Obviamente também num jogo desse já numa análise um pouco mais profunda, se você começa a não conseguir realizar as ocasiões que você tem e manter um pouco mais a posse de bola no campo adversário, ser um pouco mais maduro nesse sentido. Mas a gente já trabalhou dessa maneira em outras partidas, somos conscientes de que a gente precisa melhorar nesse aspecto”.
“Mas sempre pontuando que (o Flamengo) é o melhor ataque da competição, é uma equipe que faz muitos gols, então eu penso que tenha sido um episódio que aconteceu nesses últimos dois jogos com o Cruzeiro que a gente tem que ultrapassar e voltar a ser decisivo como a gente vai ser”.
Libertadores e Del Valle
“Realmente a gente sabe das dificuldades de enfrentar esse adversário, porque a Libertadores é muito mais do que só o futebol, tem toda uma logística, viagens, altitude, diferenças na cultura de arbitragem, enfim, tem muitas coisas que fazem o jogo da Libertadores um jogo diferenciado. Entretanto, o nosso adversário, a gente já sabe que é um adversário difícil, como seria qualquer um outro, nessa temporada, como nas outras, sempre tem muitos jogos, então a gente sempre pensa no adversário que vem pela frente, que é o Botafogo. Logo a gente já vai ter tempo de preparar a eliminatória da Libertadores, que vai ser também bonita e de muita luta”.
Dias de folga
“Realmente é um luxo, posso dizer que é um luxo, com tantos jogos e principalmente tantas viagens. O que dificulta muito as logísticas de horário de treinamento, horário de descanso e de conseguir equilibrar tudo isso, você conseguir ter dois dias onde você pode deixar o elenco de certa forma zerar um pouco o estresse. Seja físico, seja mental. Sem querer aqui obviamente desvalorizar outras profissões e outros trabalhos, mas quando você trabalha com o corpo e com o físico, muitas vezes é necessário, sim, ter esse momento de pausa. Para que você possa zerar alguns problemas que vem tendo durante o ano e assim voltar a trabalhar bem, voltar a trabalhar com as pernas frescas e com a cabeça bem enfocada naquilo que vem pela frente”.
Notícias sobre insatisfação do grupo com Leonardo Jardim
“Eu penso que essa dinâmica, a dinâmica desse ano principalmente, é o segundo ano que eu estou no Flamengo, mais habituado a tudo o que acontece, tem sido uma dinâmica bem interessante. Porque, como você falou, muitas vezes, nem digo que vazam informações, são informações muitas vezes inventadas, porque de dentro não existe esse desentendimento. Obviamente, existem sim os confrontos naturais entre treinadores e jogadores de alto nível, que sempre têm ideias e pensamentos de vencer e de evoluir o trabalho. Mas obviamente esse tipo de informação nunca acontece quando, por exemplo, o Flamengo ganha 5 a 1 contra o Mirassol ou quando o Flamengo faz um grande jogo contra o Cruzeiro”.
“Então eu penso que muitas vezes são informações que vêm para poder, de certa forma, tentar desestabilizar o ambiente, mas nós temos criado um grupo bem coeso, um grupo bem equilibrado e que, de certa forma, tem mantido a lucidez e não deixado que essas informações que muitas vezes são criadas fora atrapalhem aqui o ambiente de trabalho dentro. E isso tem sido bem gratificante porque é um trabalho de dia a dia que a gente faz aqui, que a gente tenta costurar, de certa forma, tem tido resultado”.
