O pífio rendimento do Flamengo no Campeonato Brasileiro, com apenas uma vitória em dez jogos e a consequente lanterna da competição, preocupa não apenas os torcedores, mas também os próprios barões da gestão do clube.
O técnico Ney Franco encontra-se em posição desconfortável e, nos bastidores, já sobram críticas até para o executivo Felipe Ximenes, contratado por exclusão num processo cuja preferência recaía sobre os nomes de Rodrigo Caetano, do Vasco, e Alexandre Mattos, do Cruzeiro.
Ximenes está tentando operar verdadeiro milagre na missão de reforçar o time com jogadores de qualidade.
Mas encontra dificuldades.
Primeiro, porque as opções são poucas e custosas para as pretensões do Flamengo.
Depois, por conta da forte concorrência.
Para ter o meia Hector Canteros e o atacante Eduardo Silva, Ximenes foi obrigado a quebrar algumas barreiras.
O PROBLEMA é que Ximenes desagradou a alguns jogadores em sua primeira manifestação no intervalo da partida em que o time foi inapelavelmente derrotado pelo Cruzeiro, por 3 a 0, no Mineirão, pela 9ª rodada.
E a barra ficou ainda mais pesada quando, em plena inadimplência de pagamento de salários, chegou ao conhecimento das principais lideranças os valores compromissados para os salários destes jogadores: R$ 500 mil mensais.
O MAL-ESTAR foi contornado com a promessa de que as finanças do clube voltarão a estar em dia com a regularização das pendências jurídicas que impedem o recebimento dos valores estabelecidos na parceria com a Caixa Econômica Federal.
E COMO otimismo é artigo em abundância na Gávea, mesmo em tempos difíceis, Ximenes esteve com o empresário Gilmar Veloz, no final de semana passado, no Rio.
Dizem em Porto Alegre que o encontro teve como finalidade sondar a possibilidade da contratação do técnico Tite, que até então aguardava convite para dirigir a seleção brasileira.
Prefiro crer que seja mais uma ação do executivo na busca por reforços…
Fonte: Blog do Gilmar Ferreira

