No futebol, a lei mais forte é a dos resultados. Na maioria das vezes, um trabalho só tem continuidade quando dá retorno a curto prazo. Por isso, mesmo tendo comandado o Flamengo por apenas seis jogos, o técnico Ney Franco já é contestado. Sem vencer uma partida até agora, ele vai tentar acabar com esse jejum em Porto Alegre, contra o Internacional. Mas, ciente das dificuldades de se encarar o Colorado no Beira-Rio, pede que seu trabalho só seja avaliado após o jogo contra o Botafogo.
– Acho natural as cobranças em relação a resultado. Qualquer treinador, em qualquer clube, quando tem sequência de resultados negativos, e no meu caso são seis jogos, seu trabalho pode ser colocado em cheque. Só não gostaria que esse jogo do Atlético-PR fosse o único para avaliar o trabalho dos 30 dias. Então, a gente tem o do Internacional e o clássico do Botafogo – disse Ney Franco, mostrando ter ciência de que, em caso de nova derrota, sua cabeça ficará a prêmio:
– A gente sabe que a leitura do nosso trabalho é sempre o resultado dentro de campo. E a gente não está conseguindo os resultados. Mas a expectativa é de continuar trabalhando. Prefiro entrar no campo das vitórias contra Inter e Botafogo para a gente continuar no projeto a longo prazo do Flamengo.
Para o jogo de domingo, o time ainda está cercado de dúvidas. Uma delas é em relação às presenças de Paulinho, que sentiu o tornozelo contra o Furacão e segue no departamento médico; e Éverton, que sentiu a mesma região e foi poupado do treino desta sexta-feira, no Ninho do Urubu. Além disso, Ney Franco ainda não sabe se poderá utilizar o volante argentino Canteros, que aguarda a regularização de seu nome no boletim da CBF.
De certo mesmo, apenas que o Flamengo deixará o 3-5-2 de lado e adotará o 4-4-2, já que não conta com Samir, lesionado na coxa direita. O time fará novo treinamento neste sábado, antes de viajar, quando enfim o treinador irá definir a escalação.
Fonte: Extra Globo

