Nervos e muito sofrimento, este foi o clima em Amsterdã durante os 120 minutos do duelo entre Holanda e Costa Rica, no sábado. Quando a decisão foi para os pênaltis, os torcedores da seleção laranja levaram as mãos à cabeça de tanto desespero. O retrospecto holandês nos pênaltis não era bom, e eles temiam as defesas de Keylor Navas. Até que Louis van Gaal lançou o seu trunfo, substituiu o goleiro Cillessen pelo gigante Krul e mudou essa história. Krul defendeu dois pênaltis e viu os seus companheiros acertarem quatro de forma perfeita. A Holanda estava qualificada, e o centro de Amsterdã foi ao delírio com gritos eufóricos, aplausos, abraços e muita emoção. No final, os elogios foram todos para ele, para o homem que, sem receio, mudou os goleiros em uma decisão que os holandeses aprovaram.
– Foi um jogo inacreditável, porque a Costa Rica jogou bem, mas não conseguiram criar muitas chances, o nosso time esteve muito melhor, deve ter criado mais de 20 oportunidades de gol. Fiquei com um pouco de medo, porque a Holanda sempre perde nos pênaltis, mas uma vez mais o Van Gaal demonstrou coragem, trocou o goleiro, colocou o mais alto, que impõe mais respeito nos pênaltis que o Cillessen, e vencemos. Van Gaal é incrível. Antes ele não era muito amado pelos holandeses, mas agora é um rei, tem realizado decisões táticas e técnicas que são um exemplo para os outros times – afirmou Taitos De Jong, de 26 anos, que trabalha com vendas e aprendeu português depois de ter morado nove meses em Brasília.
Hora de revanche
Depois de qualificados para as semifinais, o pensamento dos holandeses era de vingança: eles querem duas vitórias contra Argentina e Alemanha. A Holanda perdeu a decisão de 1974 contra os europeus e, quatro anos depois, voltou a perder para os sul-americanos. A primeira tentativa de revanche dos homens de Louis van Gaal é contra o time de Messi na próxima quarta-feira, às 17h, na Arena Corinthians.
– A Holanda é o único time entre os semifinalistas que nunca venceu um mundial. Tenho a certeza, tenho muita fé que vai ser este ano. Vamos ser campeões mundiais derrotando a Alemanha na final. Brasil e Argentina vão disputar o terceiro lugar do pódio – disse a professora Adriana Click, de 35 anos, uma sofredora durante o jogo.
Taitos e os amigos, que acompanharam o duelo contra a Costa Rica em um bar no centro de Amsterdã, descartaram completamente uma final com o Brasil. A Alemanha é o adversário preferido dos holandeses.
– Vai ser muito difícil o Brasil bater a Alemanha. Perderam os melhores jogadores. Sem Neymar e Thiago Silva vai ser duro, a Alemanha é uma máquina. Acho que vamos decidir o título no Maracanã contra eles – opinou Taitos, enquanto um amigo do lado já dava como certa a vitória contra a Argentina na semifinal.
– A Argentina está com um time ruim. Não gosto. Só têm Messi e Di María, que o ajudava um pouco, mas agora até esse se machucou. O nosso time está com todos os jogadores bem fisicamente. Temos Sneijder, Van Persie, Robben, Huntelaar… Somos fortes, e esse é o nosso ano.
Fonte: GE

