Os desfalques de Neymar e Thiago Silva podem indicar uma vantagem teórica à Alemanha na semifinal de terça-feira, em Belo Horizonte. Como o Brasil pode se agigantar num Mineirão pulsante e conseguir alguma vantagem que o coloque na final da Copa do Mundo. Muito pode – e vai – ser discutido até a bola rolar: há algum favorito declarado? Se a análise pender para o histórico, é a seleção de Felipão quem leva a melhor.
No linguajar popular, a Alemanha é freguês do Brasil. Foram 21 encontros em toda a história até aqui, com 12 vitórias para os sul-americanos e só quatro para os europeus – aconteceram cinco empates. No único duelo em Mundiais, também deu Seleção: 2 a 0 na decisão de 2002, com dois gols de Ronaldo Fenômeno em Yokohama, no Japão.
O fato é ainda mais raro quando se leva em conta a frequência dos dois em fases decisivas nas Copas: a Alemanha está entre os quatro melhores pela 13ª vez em 18 edições; o Brasil terminará pela 11ª oportunidade no top-4. Levou a taça em cinco edições e agora busca o hexa. O curioso é que houve mais confrontos na Copa das Confederações do que em Copas. A Seleção fez 3 a 2 na semifinal de 2005, gols de Adriano (dois) e Ronaldinho; e 4 a 0 na fase de grupos de 1999, gols de Zé Roberto, Ronaldinho e Alex (dois).
O Brasil está invicto quando atuou em casa contra os alemães: disputaram oito jogos (sete amistoso e um duelo pelo Mundialito Fifa de 1980), com quatro vitórias e quatro empates. A Alemanha está em desvantagem até mesmo quando enfrentou a Seleção em seu terreno: cinco derrotas, um empate e quatro vitórias. Outros três triunfos em campo neutro aumentam as estatísticas a favor do Brasil.
PRAZER, MARIO GÖTZE
Se o critério adotado for o da última impressão, porém, os alemães ganharão um alento. Bastian Schweinsteiger, Mario Götze e André Schürrle, todos presentes no atual elenco de Joachim Löw, marcaram nos 3 a 2 sobre o Brasil, em amistoso disputado em Stuttgart, em 10 de agosto de 2011. Robinho e Neymar descontaram. Nomes como Neuer, Lahm, Hummels, Kroos, Müller, Boateng, Klose, Julio César, Daniel Alves, Ramires, Fernandinho, Luiz Gustavo e Fred também estiveram em campo na ocasião.
Götze, autor do segundo gol alemão, foi um dos destaques da partida. Chamado de “Messi germânico” por Franz Beckenbauer, ele ainda trilhava sua trajetória de sucesso no Borussia Dortmund quando teve a chance de encarar o Brasil, ainda comandado por Mano Menezes à época.
Confira todos os confrontos abaixo:
05/05/1963 – Alemanha 1 x 2 Brasil – amistoso
06/06/1965 – Brasil 2 x 0 Alemanha – amistoso
16/06/1968 – Alemanha 2 x 1 Brasil – amistoso
14/12/1968 – Brasil 2 x 2 Alemanha – amistoso
15/06/1973 – Alemanha 0 x 1 Brasil – amistoso
11/06/1977 – Brasil 1 x 1 Alemanha – amistoso
04/04/1978 – Alemanha 0 x 1 Brasil – amistoso
07/01/1981 – Brasil 4 x 1 Alemanha – Mundialito
18/05/1981 – Alemanha 1 x 2 Brasil – amistoso
20/03/1982 – Brasil 1 x 0 Alemanha – amistoso
11/03/1986 – Alemanha 2 x 0 Brasil – amistoso
11/12/1987 – Brasil 1 x 1 Alemanha – amistoso
15/12/1992 – Brasil 3 x 1 Alemanha – amistoso
09/06/1993 – Brasil 3 x 3 Alemanha – amistoso
16/11/1993 – Alemanha 2 x 1 Brasil – amistoso
24/03/1998 – Alemanha 1 x 2 Brasil – amistoso
24/07/1999 – Brasil 4 x 0 Alemanha – Copa das Confederações
30/06/2002 – Alemanha 0 x 2 Brasil – Copa do Mundo
08/09/2004 – Alemanha 1 x 1 Brasil – amistoso
25/06/2005 – Alemanha 2 x 3 Brasil – Copa das Confederações
10/08/2011 – Alemanha 3 x 2 Brasil – amistoso
Fonte: GE

