O Brasileirão, como sempre, tem vários fortes candidatos ao título. O Inter é um deles, pelo conjunto e pela qualidade individual. Dunga faz, novamente, um bom trabalho. O Inter é uma das poucas equipes que não joga no esquema da moda, 4-2-3-1, com dois volantes, três meias e um centroavante. A equipe atua com três no meio-campo e três mais adiantados (o meia ofensivo D’Alessandro e mais dois atacantes). Podem chamar de 4-3-3 ou de 4-3-1-2. Não faz diferença.
Flamengo e Botafogo fazem hoje o clássico carioca. O Flamengo, com pouco tempo sob o comando de Mano Menezes, já tem um time organizado. Mas isso não basta. Falta mais talento individual para pensar em título. Os jogadores precisam de um ótimo conjunto para brilhar, mas os times, com ótimo conjunto, só brilham se tiverem excelentes jogadores. O Botafogo continua jogando bem, sob o comando de Oswaldo de Oliveira, fora de campo, e de Seedorf, no gramado.
No clássico, no Maracanã, haverá um irônico e criativo protesto contra os altos preços dos ingressos. Os homens irão de terno e gravata, e as mulheres, de vestidos longos e saltos altos.
São Paulo e Corinthians fazem o clássico paulista. Paulo Autuori está perdido. O clube cometeu muitos erros, principalmente o de gastar uma fortuna para trazer Ganso, para uma posição em que já tinha outro ótimo jogador (Jadson). É o único time do mundo que joga com dois atacantes, dois meias ofensivos, que só voltam para receber a bola, e dois volantes sozinhos na marcação. O clube descartou Casemiro, uma ótima promessa, que está bem no Real Madrid, e valorizou o mediano volante e lateral-direito Rodrigo Caio.
Nesta semana, morreu Djalma Santos. Na Copa de 1966, eu tinha 19 anos, e ele, 37. Apresentei-me à seleção em Lambari, Minas Gerais. Cheguei na hora do jantar e sentei-me à mesa, com Djalma Santos e dois estreantes, como eu. Ele, com seu conhecido bom humor, nos tratou e a todos os funcionários e garçons do hotel com enorme educação e carinho. Assim foi durante toda sua vida.
Depois das comemorações do título, é mais que compreensível o Atlético escalar os reservas. Até a torcida está de folga. O Cruzeiro não tem nada com isso e só pensa nos três pontos e em ficar entre os primeiros. Diferentemente do que pensava, antes de iniciar o campeonato, acho, agora, que o Cruzeiro tem condições de lutar pelos primeiros lugares e até pelo título. Júlio Baptista será um reforço, além de Dagoberto, que, brevemente, voltará a jogar.
A melhor maneira de o Atlético se preparar para o Mundial de Clubes, em dezembro, no Marrocos, é fazer ótimas campanhas no Brasileirão e na Copa do Brasil, título com mais chance de vencer. Mesmo se Bernard sair, a equipe continuará forte.
Fonte: O Tempo



























