Os dragões do esporte bretão, também conhecidos como saudáveis e faraônicos estádios da Copa do Mundo de 2014, têm levado bordoadas injustas.
Os números são a melhor prova de que o tiroteio precisa ter outras trincheiras como alvo.
Com os R$ 7,1 bilhões que estão sendo investidos, seria possível construir ridículas oito mil escolas para as séries iniciais do ensino fundamental, de acordo com Dyelle Menezes, do ‘Contas Abertas’.
Também daria para comprar 39 mil ônibus escolares. A merreca destinada aos 12 anões de concreto para a grande festa da mamãe Fifa poderia ainda modernizar 28 mil quadras para o esporte educacional.
Ou ser utilizada na construção de 2.842 quilômetros de estradas, passando por 10 estados. Ou em 1.421 quilômetros de trechos ferroviários. Já na área social, o valor equivaleria a somente 128 mil casas populares.
O pequeno investimento corresponderia ao gasto global do Ministério da Cultura ao longo de 10 anos. Ou sete temporadas de cofre aberto no Ministério do Esporte.
“Realizar essas obras é como um cidadão que não tem o que comer comprar um iate ou uma casa de campo. A população vai pagar algo pelo qual não foi consultada se queria”, elogia o especialista em gestão pública José Matias Pereira. A Copa é deles, a conta é nossa.
Por falar em vinagre de R$ 0,20… No embalo da Copa das Confederações, o governo pagou R$ 115 milhões em diárias a servidores civis e militares em junho, 12% a mais que o mesmo período de 2012. Apenas o Ministério da Justiça desembolsou R$ 22 milhões em despesas relacionadas ao torneio.
Fonte: ESPN

