Mais do que apenas um gol. Ao ver o chute perfeito da entrada da área tocar no travessão e balançar a rede de Renan, Chicão não estava somente empatando a partida com o Goiás para o Flamengo, quarta-feira (14/08), no Serra Dourada, pelo Brasileirão. Ali, o zagueiro assumia também o posto de novo cobrador de faltas da equipe. Condição que não ficou vaga por muito tempo, mas que desde a saída de Renato Abreu se transformou em um ponto de interrogação na Gávea.
“Tenho que trabalhar no dia a dia, procurar fazer o meu papel, para estar pronto nas oportunidades. É preciso criar alternativas, procurar surpreender o adversário e fazer os gols. Contra o Goiás, estava bastante concentrado e procurei observar o goleiro. Vi que ele não estava vendo a bola e era importante que ela passasse da barreira. Estava muito próximo, não adiantava colocar força, porque a bola tem que subir e cair.”
Estatísticas apontam que nove dos 43 gols marcados pelo zagueiro na carreira saíram de cobranças de falta. Apesar de não ter a resposta com exatidão, Chicão garante que já fez mais e lembra quando descobriu que tinha esse dom.
“Comecei a treinar no Juventude (2005-2006), com o Dorival (Jr.). Nunca me inspirei em ninguém. Olho grandes batedores, muitos com vários gols bonitos, mas procurei sempre fazer o meu trabalho.”
No período entre a saída de Renato Abreu e a chegada de Chicão, João Paulo tentou assumir o posto de homem das bolas paradas, mas nunca sequer assustou os goleiros adversários. Além do zagueiro, André Santos também surge como possível cobrador atualmente.
Fonte: Rádio Tupi

